domingo, 28 de agosto de 2011

OSTEOPOROSE


É a mais frequênte entre as doenças osteometabólicas, caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, alteração na microarquitetura trabecular e diminuição da força de resistência ósse aos traumas de baixa energia, tornando o paciente suceptível a fraturas. ( Consenses Developtment Conference, 2001).
Trata-se de uma enfermidade incapacitante e até letal, devendo ser considerado como importante problema de saúde publica.
Diagnóstico: Torna-se primordial uma anamnese detalhada com avaiação dos fatores de risco associada à desintometria óssea da coluna vertebral e fêmur com posteriosr comparação de resultados.
A densitometria óssea não é específica para identificar a osteoporose, já que a deterioração da massa óssea pode estar presente em outras doenças.
Fatores de risco: 

Idade igual ou maior que 55 anos
Sexo feminino
Raça branca
Hipoestrogenismo/ menopausa precoce
IMC menor que 19 
Fraturas prévias
Antecedentes familiare
Uso prolongado de glicocorticóides, heparina, antoconvulsivantes e citostáticos...
Ingesta deficiente de vitamina D e cálcio
Doenças que interfiram no metabolismo e absorção do cálcio e vitamina D
Sedentarismo
Tabagismo e etilismo

As fraturas osteoporóticas acometem as vértebras, fêmur, punhos e costelas, sendo as vertebrais as mais comuns; muitas vezes assintomáticas.
A fratura e acunhamento vertebral é mais comum na região anterior do corpo vertebral e na região entre T10-L1.
Já  fratura seriada do corpo vertebral leva à alteração na biomecânica da coluna e induz  a alterações morfofuncionais e extraesqueléticas o que acarreta disfunções da marcha aumentando o risco de quedas e, consequentemente, novas fraturas.
As lesões no quadril são menos frequentes, porém associadas à maior morbi/mortalidade. Aproximadamente 30% desses pacientes pós-fraturas tornam-se dependentes e 70% precisarão de cuidadores.
Dentre as fraturas de punho, 80% são do tipo Colles e muitas vezes levam a algoneurodistrofia ( ver postagem de SDRC)
Tratamento:
* Medicamentoso: Um série de medicamentos estão disponíveis na tentativa de manter a massa óssea:
Os biofosfonados podem ser usados tanto no tratamento quanto na profilaxia(em pacientes em uso crônico de esteróides, por exemplo), no entanto apresentam muitos efeitos colaterais.
Outros medicamentos são: Raloxifeno, Calcitonina, Teriparatida.
*Terapia Hormonal: Estrogênio
*Fisioterapia: Trata-se de uma ferramente indispensável no tratamento e prevenção visto que que ajuda a melhorar a força muscular, equilibrio, coordenação. Não há evidência científica que comprove algum efeito sobre a mineralização óssea.
Os principais  exercícios escolhidos são os impacto os resistidos e devem ser escolhidos criteriosmente após avaliação do paciente e grau de acometimento da doença.

OBS: O uso de medicamentos só deverá ser feito após prescrição médica.

Referências:
 Assistência Ambulatorial ao idoso. Ed. Alínea, 2010 ( João Francisco Marques Neto) 
 Foto: PRONTO RAD


Manuela Belo Franco Bárbara
 Fisioterapeuta especialista em fisioterapia geriátrica pela FCMMG-MG
 Instrutora de pilates






























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