sábado, 31 de julho de 2010

Fisioterapia Geriátrica


Diante do crescente número de especializações e subespecializações, torna-se a cada dia mais imperioso o cuidado específico com o idoso. E nenhuma área trabalha tão junta quanto a geriatria.
Médico geriatra, fisioterapeuta, Odontólogo, Assistente social, Terapeuta Ocupacional, nutricionista e enfermeiros com formação específica em gerontologia são, cada um no seu âmbito profissional, os profissionais CAPACITADOS para promover uma atenção que atenda às necessidades de saúde do idoso.
Você escolheria um neurologista para fazer eu parto?
Você escolheria um obstetra para fazer um tratamento dentário??
Então porque se aceita fisioterapeuta com qualquer formação e muitas vezes sem nenhuma especialização para cuidar do seu idoso?

As pesquisas na área de fisioterapia geriátrica avançam e tornam o fisioterapeuta com especialista em geriatria uma ferramenta indispensável no cuidado com o idoso.



Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta especialista em fisioterapia geriátrica - FCMMG- MG
Fisioterapeuta da Fisiomed - Belo Horizonte - MG
Instrutora de pilates - Belo Horizonte - MG
Atendimento domiciliar a idosos em Belo Horizonte

terça-feira, 6 de julho de 2010

NEUROPATIA DIABÉTICA PERIFÉRICA - Polineuropatia


A neuropatia diabética (ND) periférica é uma das principais complicações que aparece com o tempo de evolução crônica sa doença. Trata-se de um processo patológico insidioso e progressivo. A detecção e identificação precoce do processo neuropático é de suma importância para evitar que as morbidades se tornem imprtantes.

A ND, no sentido mais amplo abrange um grande espectro de anormalidades, afetando componentes do sistema nervoso autônomo e periférico; é um conjunto de alterações clínicas e subclínicas, onde vários mecanismos estão envolvidos na ND: vasculares, auto-imunes e neuro-hormonais.

A principal alteração eletrofisiológica parece ser uma diminuição na amplitude das respostas sensitivas e motoras dos nervos periféricos. Entretanto, parece existir uma ação desmielinizante pela hiperglicemia, o que leva à diminuição da velocidade de condução nervosa, além de outros achados à Eletroneuromiografia (EM).

As polineuropatias podem ser difusas ou focais. As primeiras são as mais comuns e começam geralmente nos pés, avançando posteriormente pelas outras fibras do corpo. As focais/mutifocais atinge um único nervo ou conjunto de nervos periféricos.

A neuropatia motora proximal afeta principalmente indivíduos idosos, onde a manifestação inicial é a dor e fraqueza do grupo muscular; podendo ser uni ou bilateral. Ela tem um componente imune, que deve ser tratado com imunoterapia.

O comprimento de fibras gandes (tipo A) é mais comum em pacientes idosos, os mesmos apresentem ataxia e incoordenação.

TRATAMENTO

A principal maneira de se impedir a progressão da neuropatia é o controle rígido da glicemia.

Quando há síndromes compressivas associadas, pode-se pensar em cirurgia descompressiva.

Os medicamentos mais utilizados são: Ácido alfa-lipóico, antidepressivos tricíclicos, venlafaxina, anticonvulsivantes, defenilfenitoína, carbamazepina, entre outros...

A coduta fisioterapeutica é o ganho de força muscular global à medida que o paciente suporte os exercícios, visto que a fadiga muscular e a dor neuropática muitas podem estar presentes e dificultam a realização do exercício. As atividades de baixo impacto também são aconselhadas.

A estimulação nervosa trnascutânea também apresenta bons resultados em alguns casos.

Alguns estudos mostram a efetividade da acupuntura na melhoria do quadro doloroso.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta Especialista em geriatria e gerontologia - FCMMG- MG
Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de pilates

Atendimento domiciliar a idosos em Belo Horizonte





Referências


Projeto Diretrizes - AMB - Neuropatia periférica

Neuropatia diabética periférica ( Gagliardi, ART, J Vasc Br, 2003 V. 2 N. 1)