sábado, 27 de março de 2010

Síndrome da desadaptação psicomotora


Ainda desconhecida da maioria da população, a Síndrome da Desadaptação Psicomotora (SDP) está associada ao desequilibrio, alterações não específicas na marcha, hipertonia reacional, medo de cair, sinais neurológicos e distúrbios psicocomportamentais. O idoso tende a adquirir uma postura de retropulsão, com deslocamento do centro de gravidade para tràs ( por isso o prejuízo na marcha e equilibrio).

A SDP pode resultar da perdas das reservas posturais, atingindo um limiar de fragilidade o qual impede que o mesmo exerça suas atividades funcionais.

A fisiopatologia permanece incerta, tendendo/associando-se a uma disfunção subcortical-frontal na qual a microangiopatia desempenha um papel principal, quase sempre associada a alterações nas vias aferentes e efetoras. A Síndrome pode ser desencadeada por inúmeros fatores como doenças metabólicas e cardiovasculares, quedas e períodos de restrição ao leito.

O Diagnóstico deve ser realizado com o auxílio de testes/questionários conginivos e motores. Os mais usados são: KATZ, LAWTON, BARTHEL, TIMED UP AND GO ROMBERG, MINI-MENTAL, LISTA DE 10 PALAVRAS(CERAD), TESTE DO RELÓGIO, TESTE DE 10 FIGURAS, ESCALA GERIÁTRICA DE DEPRESSÃO, APOIO UNIPODAL.

Alguns sintomas sa SDP assemelham-se a doença de Parkinson(DP), tais como a marcha com "freezing" e "petit pass", necessitando de uma anamnese e exame físico acurados. Diferentemente da DP, a SDP apresenta uma rigidez reacional, ou seja: só ocorre aos movimentos, principalmente a deambulação.

O tratamento coniste da terapia física e mental ( médico+fisioterapeuta+psicólogo).

A reabilitação torna-se fundamental e tem como objetivos:

-Melhorar o equilibrio

-proporcionar uma marcha normal

-Diminuir a rigidez

-Fortalecer princpalmente os membros inferiores

-Diminuir o medo e o risco de quedas

-Diminuir complicações futuras


OBS: A rápida identificação da Síndrome é papel de todo gerontólogo e se torna fundamental na qualidade de vida do idoso.




Manuela Belo Franco Bárbara


Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia Geriátrica pela FCMMG-MG

Fisioterapeuta Fisiomed

Instrutora de pilates

Atendimento domiciliar a idosos em BH

domingo, 14 de março de 2010

XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia


Vem aí dois eventos importantes na área de geriatria e gerontologia:

Valem a pena!!

Confiram a programação!!!


1- XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA

Local: EXPOMINAS ( Belo Horizonte - MG)

Data: 28 a 31 de julho de 2010


Mais informações e inscrições em: http://www.cbgg2010.com.br/




2- Jornada de Geriatria e Gerontologia de Minas Gerais

Local: Hotel San Diego - Av. Álvares Cabral, 1181 Lourdes (Belo Horizonte-MG)

Data: 27 de março de 2010


Mais informações e inscrições: Av. João Pinheiro, 161, Centro ou pelo telefone 31-32471628



Outros eventos no site: http://www.sbgg.org.br/



Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta



Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de pilates

Pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG

Atendimento domiciliar para idosos


sexta-feira, 5 de março de 2010

Prótese de ombro


O primeira tentativa de realização de uma prótese de ombro ocorreu em 1982 em um paciente portador de artrite reumatóide severa. Hoje, podemos descrever a história da evolução das próteses em três gerações :
1- "Monoblock implantes": Consistia em uma só peça onde a cabeça do úmero não possuia movimento; portanto raramente ajustável ao paciente.
2- Prótese modular: Possuia segmentos independentes para a cabeça e diáfise do úmero e permitia maior adaptabilidade às características individuais do paciente.
3-Geração anatômica: Assim chamadas pela semelhança anatômica com o ombro. Eram mais adaptadas às características individuais do paciente e não restringiam a mobilidade de músculos, tendões e ligamentos.


As modernas substituições do ombro têm aparência muito semelhante à estrutura de bola e soquete do ombro real.


Indicações


Geralmente decorre da dor limitante e severa e incapacidade física.


-Deterioração do ombro ( osteoartrite)

-Artrite reumatóide grave e incapacitante

-Dano físico severo ( artrite traumática)

-Fraturas graves ( geralmente com lesões associadas e cominutivas)


Contra-indicações


- Infecções

- Lesões nervosas

-Lesão muscular ou músculos inativos

-Problemas neuromusculares

-Perda de suprimento sanguíneo na cabeça umeral ( necrose avascular)


Há diversos tipos de prótese e o sucesso da cirurgia depende da indicação precisa, do ato cirúrgico e de uma reabilitação bem conduzida.

Em termos anatômicos, a prótese pode ser parcial ou total. Na parcial há substituição somente da cabeça umeral, já na total há substituição da cabeça do úmero e da glenóide.

Há também as chamadas próteses convencionais e próteses reversas ( totais). Nas primeiras é mantida a anatomia do ombro, já nas reversas a anatomia é invertida, ficando a cabeça do umero presa na glenóide e o que seria a glenóide fica junto ao úmero.

A indicação da prótese reversa é restrita e normalmente ocorre quando não há possibilidade de realizar a convencional ou quando outras técnicas falharam.


Reabilitação:


A reabilitação de um paciente em pós-operatório ( Fisioterapia) é imprescindível para um resultado satisfatório da cirurgia.

A fisioterapia deve se basear em alguns pontos:

- Respeito ao limiar de dor e técnica cirurgica/conhecimento da técnica

-Repeito ao estágio de recuperação dods tecidos

-Respeito às condições médicas associadas

-Respeito a condições específicas


Os objetivos do tratamento fisioterapêutico são:


-Controle da dor e edema

-Promover adesão ao tratamento

-Manutenção de amplitude de movimento das articuções adjacentes (cotovelo, punho e mão)

-Prevenir complicações

-Promover o retorno às atividades de vida diária

-Ganho/manutenção da amplitude de movimento e fortalecimento muscular*

-Ganho de estabilidade articular


Cuidados:


-O paciente deve ser encorajado a manter o braço em tipóia pelo tempo necessário de cada cirurgia e retirar no momento dos exercícios e banho.

-O paciente deve ser orientado a não apoiar o peso sobre o braço operado até 4-6 semanas.

-Não realizar abdução acima de 45 graus e rotação externa acima de 30 pelo menos até 4 semanas. A partir dessa fase pode-se incrementar os movimentos com orientação e supervisão do fisioterapeuta.

-Orientar quanto à importância dos exercícios e evoluir progressivamente, sempre com cautela.


A fisioterapia pode lançar mão de recursos anagésicos da eletrotermofototerapia e exercícios para reabilitar o paciente.

Os exercícios consistem em passivos, pendulares de Codman e liberação miofascial no pós-operatório imediato; progredindo para ativos-assistidos, ativos e micromobilizações numa fase intermediária e resistidos numa fase mais tardia.

Devem ser incluídos treino de atividades de vida diária e instrumentais de vida diária.


LEMBRAR SEMPRE: Cada cado é individual e deve ser analisado conjuntamente entre médico, paciente e fisioterapeuta.


* Em fases tardias ( fase III)






Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta


Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de Pilates

Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG- MG

Atendimento domiciliar em Belo Horizonte-MG