sábado, 20 de fevereiro de 2010

Dor no quadril e bursite trocantérica


A dor no quadril é uma queixa frequente nos consultórios médicos e nas clínicas de fisioterapia. No entanTo, nem sempre o diagnóstico correto é feito, trazendo como consequência um tratamento indequado e o não alívio dos sintomas.

Uma boa anamnese e um exame físico detalhado são imprescindíveis para que se possa estabelecer um diagnóstico diferencial.

As alterações intra-articulares, como as artroses ou necroses avasculares causam além da dor, a diminuição da amplitude de movimento. Já as alterações periarticulares, sendo a bursite trocantérica a mais comum, não causam diminuição da mobilidade, além da dor.


A o nome bursite vem de bursa ( do latim pequena bolsa), que são estruturas com a função de diminuir o atrito entre os tendões e músculos sobre proeminências ósseas. Existem, no mínimo 13 bursas no quadril, mas as de interesse de estudo são a trocantérica, a iliopectínea e a isquioglútea. A trocantérica situa-se entre as inserções do glúteo médio e mínimo.

As causas da bursite trocantérica incluem traumas agudos na região, microtraumas repetitivos, fricção na banda iliotibial, discrepância entre membros, cirurgias no quadril, entre outros...

A semiologia para o diagnóstico da bursite trocantérica é controverso e obscuro, no entanto são citados alguns sinais que colaboram para o diagnóstico correto: dor à palpação no trocanter maior e que piora à noite, piora da dor na flexão associada à rotação interna e externa do quadril e que pode se associar à adução ou abdução. Como se vê, quase todos os movimentos do quadril encontram-se envolvidos e não há um teste sensivel e específico para o diagnóstico fiel. O mesmo ocorre pelo exame acurado do quadril, incluindo análise da marcha e pela exclusão de outras condições.

Os exames radiográficos são negativos, entretanto podem apresentar sinais de calcificação na região do grande trocanter.

Em trabalho realizado por Fujuki e colaboradores, 2006 foi demonstrdada uma manobra semiológica para ajudar no diagnóstico da bursite trocantérica. Essa manobra consiste em dois testes:

- 1 - Paciente em decúbito dorsal, cruza-se a o quadril afetado por cima do outro, mantendo o calcanhar na cama e fazendo 90 graus de flexão de quadril e joelho. O teste é positivo s eo paciente referir dor.

-2 - Paciente m decúbito dorsal com flexão de quadril e joelho a 90 graus e faz-se adução forçada. O teste é positivo se o paciente sentir dor.

O tratamento consiste em repouso relativo, uso de antiinflamatórios não-esteróides e fisioterapia(recursos analgésicos, ultrassom e exercícios). Caso a sintomatologia dolorosa não melhore pode-se optar por injeções de esteróides na área. Em casos extremos pode-se optar pelo procedimento cirúrgico, que consiste na remoção da busrsa inflamada.


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Referência:
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Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta especialista em fisioterapia geriátrica pela FCMMG - MG

Instrutora de Pilates

manuelabelo@yahoo.com.br

Atendimento: Clínica Carlos Franco (Rua São Paulo,98 Tabuleiro.Fone: 82-33241350)


domingo, 7 de fevereiro de 2010

PILATES


Joseph Pilates, o alemão criador do método que hoje é difundido no mundo todo, nasceu na Alemanha em 1908. Era uma criança com muitos problemas de saúde e por isso tinha verdadeira "obsessão" em se tornar fisicamente mais forte. Para isso praticou muitas atividades físicas e estudou-as bastante.

Durante a primeira guerra mundial começou a fixar molas em camas e assim tratava os soldados machucados. Dessa forma verificou a melhora rápida dos mesmos.

Em seguida mudou-se para os Estados unidos e assim difundiu seu método, que atraia inicialmente esportistas e dançarinos e hoje conquista praticantes de todas as idades e condições.

Inicialmente o método era chamado de contrologia, baseado no conceito que a mente molda o corpo e o corpo bem preparado dá condição da mente transcender. Que por sua vez gera um corpo ainda melhor.

O método baseia-se em anatomia, fisiologia e cinesiologia e abrange seis princípios:


CONCENTRAÇÃO

CONTROLE

PRECISÃO

CENTRO

RESPIRAÇÃO

FLUIDEZ


Todos os exercícios devem ser executados buscando o powerhouse (centro de força), de modo a se conseguir estabilização do tronco e evitar lesões.


No pilates, os exercícios podem ser feitos no solo ou em aparelhos. Sempre com estabilização e sem compensações. Os aparelhos apresentam molas de cores distintas e servem para variar a intensidade dos movimentos.

Os aparelhos principais são:


CADEIRA COMBO/ COMBO CHAIR

REFORMER

CADILLAC OU TRAPÉZIO

WALL UNIT


No entanto existem muitos acessórios, o que possibilita uma infinidade de adaptações e variação de exercícios ( Barrel, meia lua flex, bolas, elásticos...)


Venha praticar!! Você não vai se arrepender!!!

Manuela Belo Franco - Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia Geriátrica e Instrutora de pilates.
Belo Horizonte - MG