terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fragilidade em idosos


A fragilidade no envelhecimento é uma entidade complexa e multifatorial, que abrange fatores biológicos, psicológicos e sociais no curso de vida. ( Bergman et al, 2004). O processo gera efeitos que podem evoluir para a irreversibilidade, em uma sequência que se inicia com a capacidade funcional, causa dependência e antecipa o evento morte.


Ainda não há um claro consenso que defina a síndome, havendo ainda controversas para sua classificação.


Vamos conceituá-la como uma síndome clínica caracterizada pela perda de peso involuntária, exaustão, fraqueza, diminuição da velocidade da marcha e do equilibrio e da atividade física. É resultante de modificações em múltiplos os sistemas e vários mecanimos que afetam o bem-estar individual. O fenômeno representa uma resposta não eficiente aos fatores estressores, com alteração nos sistemas neuroendócrino, imune e músculo-esquelético.


Em geral, os idosos reconhecidos como frágeis são aqueles que apresentam riscos mais elevados para desfechos clinicos mais adversos, tais como: dependência, institucionaização, quedas, piora do quadro das doenças crônicas, doenças agudas, hospitalizações, lenta ou ausente recuperação de um quadro clínico e morte.


Os principais compomentes da fragilidade são:
- Sarcopenia


- Alterações imunológicas e neuroendócrinas ( TEORIA DA CARGA ALOSTÁTICA)




As alterações nutricionais são frequentes nos idosos frágeis. Inúmeros são os fatores que podem ser responsáveis por esse quadro, tais como: efeito colaterais de medicamentos, alterações visuais, diminuição do paladar e olfato, problemas bucais, depressão, isolamento, anorexia, incapacidade física, doenças crônicas e problemas socioeconômicos.


Diagnóstico laboratorial: Não há, até 0 momento, marcadores específicos para definir a fragilidade, mas alguns podem estar presentes ( albumina, pré-albumina, transferrina, ceruplasmina, folato, zinco e vitaminas, coleterol e frações, triglicerídeos, IGF-1-GH, insulina de jejum e pós tolerância à glicose, IL-6, proteína C-reativa, dímero D, fibrinogênio...


Segunto Tineti e Speechley, 1991, os critérios para definição da fragilidade são: ( Idade > 80 anos, distúrbios funcionais (marcha, equilíbrio e força), perda da visão proximal e uso de sedativos)


Já para deficinção do vigor são ( idade < 80 anos, boa visão proximal, cognição intacta e prática de exercícios físicos).

Para se classificar um idoso como frágil são necessários: 4 critérios de fragilidade + 1 critério de vigor.


Para se classificar um idoso como não-frágil: 3 critérios de vigor + 2 ou < de fragilidade

Para se classificar um idoso como sendo de transição: Outras combinações.


Rockwoood et al, 1994 define os índices de fragilidade como leve, moderado ou grave.


Leve: Leve déficit cognitivo ou auto-relato de incapacidade em pelo menos uma AIVD's com função cognitiva normal.


Moderada: Demência leve ou auto-relato de atividades de vida intermediária com função cognitiva normal.


Grave: Demência grave ou severa ou auto-relato de incapacidade em AVD's, independente do déficit cognitivo.




Síndrome Biológica da fragilidade - Fenótipo de Fried et al, 2001.

1- Perda de peso não-itencional no último ano, auto-relatado: > ou igual a 4,5Kg ou > ou igual a 5% do peso corporal


2-Exaustão avaliada por fadiga auto-relatada por duas questões da Center for Epidemiological Studies - Depression ( CES-D)


3- Diminuição da força de preensão manual ( percentil 20%)


4- Lentidão psicomotora


5- Baixo nível de atividade física, ajustado ao sexo.




Fisioterapia




É imprescindível avaliar o grau da fragilidade para traçar a conduta mais acertada, que deve se basear principalmente em combater a perda de força e massa muscular, que fará com que o idoso incremente a realização das Atividades de vida diára, o equilibrio e funcionalidade, trazendo para si outras conquistas que levarão a uma melhor qualidade de vida.






Manuela Belo Franco Bárbara


Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela FCMMG-MG








quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estou grávida!!!


A todos que me seguem e que buscam nesse blog algum auxílio, venho informar que há um bom tempo não posto nada pois estava trabalhando muito e ainda por cima estou grávida e cheia de coisas para resolver. Agora estou de férias e prometo escrever algo bem legal, em breve!

beijossss
Manuela

sábado, 31 de julho de 2010

Fisioterapia Geriátrica


Diante do crescente número de especializações e subespecializações, torna-se a cada dia mais imperioso o cuidado específico com o idoso. E nenhuma área trabalha tão junta quanto a geriatria.
Médico geriatra, fisioterapeuta, Odontólogo, Assistente social, Terapeuta Ocupacional, nutricionista e enfermeiros com formação específica em gerontologia são, cada um no seu âmbito profissional, os profissionais CAPACITADOS para promover uma atenção que atenda às necessidades de saúde do idoso.
Você escolheria um neurologista para fazer eu parto?
Você escolheria um obstetra para fazer um tratamento dentário??
Então porque se aceita fisioterapeuta com qualquer formação e muitas vezes sem nenhuma especialização para cuidar do seu idoso?

As pesquisas na área de fisioterapia geriátrica avançam e tornam o fisioterapeuta com especialista em geriatria uma ferramenta indispensável no cuidado com o idoso.



Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta especialista em fisioterapia geriátrica - FCMMG- MG
Fisioterapeuta da Fisiomed - Belo Horizonte - MG
Instrutora de pilates - Belo Horizonte - MG
Atendimento domiciliar a idosos em Belo Horizonte

terça-feira, 6 de julho de 2010

NEUROPATIA DIABÉTICA PERIFÉRICA - Polineuropatia


A neuropatia diabética (ND) periférica é uma das principais complicações que aparece com o tempo de evolução crônica sa doença. Trata-se de um processo patológico insidioso e progressivo. A detecção e identificação precoce do processo neuropático é de suma importância para evitar que as morbidades se tornem imprtantes.

A ND, no sentido mais amplo abrange um grande espectro de anormalidades, afetando componentes do sistema nervoso autônomo e periférico; é um conjunto de alterações clínicas e subclínicas, onde vários mecanismos estão envolvidos na ND: vasculares, auto-imunes e neuro-hormonais.

A principal alteração eletrofisiológica parece ser uma diminuição na amplitude das respostas sensitivas e motoras dos nervos periféricos. Entretanto, parece existir uma ação desmielinizante pela hiperglicemia, o que leva à diminuição da velocidade de condução nervosa, além de outros achados à Eletroneuromiografia (EM).

As polineuropatias podem ser difusas ou focais. As primeiras são as mais comuns e começam geralmente nos pés, avançando posteriormente pelas outras fibras do corpo. As focais/mutifocais atinge um único nervo ou conjunto de nervos periféricos.

A neuropatia motora proximal afeta principalmente indivíduos idosos, onde a manifestação inicial é a dor e fraqueza do grupo muscular; podendo ser uni ou bilateral. Ela tem um componente imune, que deve ser tratado com imunoterapia.

O comprimento de fibras gandes (tipo A) é mais comum em pacientes idosos, os mesmos apresentem ataxia e incoordenação.

TRATAMENTO

A principal maneira de se impedir a progressão da neuropatia é o controle rígido da glicemia.

Quando há síndromes compressivas associadas, pode-se pensar em cirurgia descompressiva.

Os medicamentos mais utilizados são: Ácido alfa-lipóico, antidepressivos tricíclicos, venlafaxina, anticonvulsivantes, defenilfenitoína, carbamazepina, entre outros...

A coduta fisioterapeutica é o ganho de força muscular global à medida que o paciente suporte os exercícios, visto que a fadiga muscular e a dor neuropática muitas podem estar presentes e dificultam a realização do exercício. As atividades de baixo impacto também são aconselhadas.

A estimulação nervosa trnascutânea também apresenta bons resultados em alguns casos.

Alguns estudos mostram a efetividade da acupuntura na melhoria do quadro doloroso.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta Especialista em geriatria e gerontologia - FCMMG- MG
Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de pilates

Atendimento domiciliar a idosos em Belo Horizonte





Referências


Projeto Diretrizes - AMB - Neuropatia periférica

Neuropatia diabética periférica ( Gagliardi, ART, J Vasc Br, 2003 V. 2 N. 1)




quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pilates em Belo Horizonte


Venha conhecer e praticar PILATES!!

Você merece e seu corpo agradece...

Marque uma aula experimental!


Rua Rio Grande do Norte, 57 Santa Efigênia

Belo Horizonte- MG

Fones: 31-3222-3798/ 31-85297346


FISIOMED PILATES

sábado, 27 de março de 2010

Síndrome da desadaptação psicomotora


Ainda desconhecida da maioria da população, a Síndrome da Desadaptação Psicomotora (SDP) está associada ao desequilibrio, alterações não específicas na marcha, hipertonia reacional, medo de cair, sinais neurológicos e distúrbios psicocomportamentais. O idoso tende a adquirir uma postura de retropulsão, com deslocamento do centro de gravidade para tràs ( por isso o prejuízo na marcha e equilibrio).

A SDP pode resultar da perdas das reservas posturais, atingindo um limiar de fragilidade o qual impede que o mesmo exerça suas atividades funcionais.

A fisiopatologia permanece incerta, tendendo/associando-se a uma disfunção subcortical-frontal na qual a microangiopatia desempenha um papel principal, quase sempre associada a alterações nas vias aferentes e efetoras. A Síndrome pode ser desencadeada por inúmeros fatores como doenças metabólicas e cardiovasculares, quedas e períodos de restrição ao leito.

O Diagnóstico deve ser realizado com o auxílio de testes/questionários conginivos e motores. Os mais usados são: KATZ, LAWTON, BARTHEL, TIMED UP AND GO ROMBERG, MINI-MENTAL, LISTA DE 10 PALAVRAS(CERAD), TESTE DO RELÓGIO, TESTE DE 10 FIGURAS, ESCALA GERIÁTRICA DE DEPRESSÃO, APOIO UNIPODAL.

Alguns sintomas sa SDP assemelham-se a doença de Parkinson(DP), tais como a marcha com "freezing" e "petit pass", necessitando de uma anamnese e exame físico acurados. Diferentemente da DP, a SDP apresenta uma rigidez reacional, ou seja: só ocorre aos movimentos, principalmente a deambulação.

O tratamento coniste da terapia física e mental ( médico+fisioterapeuta+psicólogo).

A reabilitação torna-se fundamental e tem como objetivos:

-Melhorar o equilibrio

-proporcionar uma marcha normal

-Diminuir a rigidez

-Fortalecer princpalmente os membros inferiores

-Diminuir o medo e o risco de quedas

-Diminuir complicações futuras


OBS: A rápida identificação da Síndrome é papel de todo gerontólogo e se torna fundamental na qualidade de vida do idoso.




Manuela Belo Franco Bárbara


Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia Geriátrica pela FCMMG-MG

Fisioterapeuta Fisiomed

Instrutora de pilates

Atendimento domiciliar a idosos em BH

domingo, 14 de março de 2010

XVII Congresso Brasileiro de Geriatria e Gerontologia


Vem aí dois eventos importantes na área de geriatria e gerontologia:

Valem a pena!!

Confiram a programação!!!


1- XVII CONGRESSO BRASILEIRO DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA

Local: EXPOMINAS ( Belo Horizonte - MG)

Data: 28 a 31 de julho de 2010


Mais informações e inscrições em: http://www.cbgg2010.com.br/




2- Jornada de Geriatria e Gerontologia de Minas Gerais

Local: Hotel San Diego - Av. Álvares Cabral, 1181 Lourdes (Belo Horizonte-MG)

Data: 27 de março de 2010


Mais informações e inscrições: Av. João Pinheiro, 161, Centro ou pelo telefone 31-32471628



Outros eventos no site: http://www.sbgg.org.br/



Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta



Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de pilates

Pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG

Atendimento domiciliar para idosos


sexta-feira, 5 de março de 2010

Prótese de ombro


O primeira tentativa de realização de uma prótese de ombro ocorreu em 1982 em um paciente portador de artrite reumatóide severa. Hoje, podemos descrever a história da evolução das próteses em três gerações :
1- "Monoblock implantes": Consistia em uma só peça onde a cabeça do úmero não possuia movimento; portanto raramente ajustável ao paciente.
2- Prótese modular: Possuia segmentos independentes para a cabeça e diáfise do úmero e permitia maior adaptabilidade às características individuais do paciente.
3-Geração anatômica: Assim chamadas pela semelhança anatômica com o ombro. Eram mais adaptadas às características individuais do paciente e não restringiam a mobilidade de músculos, tendões e ligamentos.


As modernas substituições do ombro têm aparência muito semelhante à estrutura de bola e soquete do ombro real.


Indicações


Geralmente decorre da dor limitante e severa e incapacidade física.


-Deterioração do ombro ( osteoartrite)

-Artrite reumatóide grave e incapacitante

-Dano físico severo ( artrite traumática)

-Fraturas graves ( geralmente com lesões associadas e cominutivas)


Contra-indicações


- Infecções

- Lesões nervosas

-Lesão muscular ou músculos inativos

-Problemas neuromusculares

-Perda de suprimento sanguíneo na cabeça umeral ( necrose avascular)


Há diversos tipos de prótese e o sucesso da cirurgia depende da indicação precisa, do ato cirúrgico e de uma reabilitação bem conduzida.

Em termos anatômicos, a prótese pode ser parcial ou total. Na parcial há substituição somente da cabeça umeral, já na total há substituição da cabeça do úmero e da glenóide.

Há também as chamadas próteses convencionais e próteses reversas ( totais). Nas primeiras é mantida a anatomia do ombro, já nas reversas a anatomia é invertida, ficando a cabeça do umero presa na glenóide e o que seria a glenóide fica junto ao úmero.

A indicação da prótese reversa é restrita e normalmente ocorre quando não há possibilidade de realizar a convencional ou quando outras técnicas falharam.


Reabilitação:


A reabilitação de um paciente em pós-operatório ( Fisioterapia) é imprescindível para um resultado satisfatório da cirurgia.

A fisioterapia deve se basear em alguns pontos:

- Respeito ao limiar de dor e técnica cirurgica/conhecimento da técnica

-Repeito ao estágio de recuperação dods tecidos

-Respeito às condições médicas associadas

-Respeito a condições específicas


Os objetivos do tratamento fisioterapêutico são:


-Controle da dor e edema

-Promover adesão ao tratamento

-Manutenção de amplitude de movimento das articuções adjacentes (cotovelo, punho e mão)

-Prevenir complicações

-Promover o retorno às atividades de vida diária

-Ganho/manutenção da amplitude de movimento e fortalecimento muscular*

-Ganho de estabilidade articular


Cuidados:


-O paciente deve ser encorajado a manter o braço em tipóia pelo tempo necessário de cada cirurgia e retirar no momento dos exercícios e banho.

-O paciente deve ser orientado a não apoiar o peso sobre o braço operado até 4-6 semanas.

-Não realizar abdução acima de 45 graus e rotação externa acima de 30 pelo menos até 4 semanas. A partir dessa fase pode-se incrementar os movimentos com orientação e supervisão do fisioterapeuta.

-Orientar quanto à importância dos exercícios e evoluir progressivamente, sempre com cautela.


A fisioterapia pode lançar mão de recursos anagésicos da eletrotermofototerapia e exercícios para reabilitar o paciente.

Os exercícios consistem em passivos, pendulares de Codman e liberação miofascial no pós-operatório imediato; progredindo para ativos-assistidos, ativos e micromobilizações numa fase intermediária e resistidos numa fase mais tardia.

Devem ser incluídos treino de atividades de vida diária e instrumentais de vida diária.


LEMBRAR SEMPRE: Cada cado é individual e deve ser analisado conjuntamente entre médico, paciente e fisioterapeuta.


* Em fases tardias ( fase III)






Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta


Fisioterapeuta da FISIOMED

Instrutora de Pilates

Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG- MG

Atendimento domiciliar em Belo Horizonte-MG

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Dor no quadril e bursite trocantérica


A dor no quadril é uma queixa frequente nos consultórios médicos e nas clínicas de fisioterapia. No entanTo, nem sempre o diagnóstico correto é feito, trazendo como consequência um tratamento indequado e o não alívio dos sintomas.

Uma boa anamnese e um exame físico detalhado são imprescindíveis para que se possa estabelecer um diagnóstico diferencial.

As alterações intra-articulares, como as artroses ou necroses avasculares causam além da dor, a diminuição da amplitude de movimento. Já as alterações periarticulares, sendo a bursite trocantérica a mais comum, não causam diminuição da mobilidade, além da dor.


A o nome bursite vem de bursa ( do latim pequena bolsa), que são estruturas com a função de diminuir o atrito entre os tendões e músculos sobre proeminências ósseas. Existem, no mínimo 13 bursas no quadril, mas as de interesse de estudo são a trocantérica, a iliopectínea e a isquioglútea. A trocantérica situa-se entre as inserções do glúteo médio e mínimo.

As causas da bursite trocantérica incluem traumas agudos na região, microtraumas repetitivos, fricção na banda iliotibial, discrepância entre membros, cirurgias no quadril, entre outros...

A semiologia para o diagnóstico da bursite trocantérica é controverso e obscuro, no entanto são citados alguns sinais que colaboram para o diagnóstico correto: dor à palpação no trocanter maior e que piora à noite, piora da dor na flexão associada à rotação interna e externa do quadril e que pode se associar à adução ou abdução. Como se vê, quase todos os movimentos do quadril encontram-se envolvidos e não há um teste sensivel e específico para o diagnóstico fiel. O mesmo ocorre pelo exame acurado do quadril, incluindo análise da marcha e pela exclusão de outras condições.

Os exames radiográficos são negativos, entretanto podem apresentar sinais de calcificação na região do grande trocanter.

Em trabalho realizado por Fujuki e colaboradores, 2006 foi demonstrdada uma manobra semiológica para ajudar no diagnóstico da bursite trocantérica. Essa manobra consiste em dois testes:

- 1 - Paciente em decúbito dorsal, cruza-se a o quadril afetado por cima do outro, mantendo o calcanhar na cama e fazendo 90 graus de flexão de quadril e joelho. O teste é positivo s eo paciente referir dor.

-2 - Paciente m decúbito dorsal com flexão de quadril e joelho a 90 graus e faz-se adução forçada. O teste é positivo se o paciente sentir dor.

O tratamento consiste em repouso relativo, uso de antiinflamatórios não-esteróides e fisioterapia(recursos analgésicos, ultrassom e exercícios). Caso a sintomatologia dolorosa não melhore pode-se optar por injeções de esteróides na área. Em casos extremos pode-se optar pelo procedimento cirúrgico, que consiste na remoção da busrsa inflamada.


FAVOR DEIXAR EMAIL PARA QUE AS PERGUNTAS SEJAM RESPONDIDAS. NO MOMENTO O BLOG ESTÁ COM PROBLEMAS PARA VISUALIZAR OS COMENTÁRIOS.

Referência:
http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&nextAction=lnk&base=LILACS&exprSearch=498112&indexSearch=ID&lang=p

Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta especialista em fisioterapia geriátrica pela FCMMG - MG

Instrutora de Pilates

manuelabelo@yahoo.com.br

Atendimento: Clínica Carlos Franco (Rua São Paulo,98 Tabuleiro.Fone: 82-33241350)


domingo, 7 de fevereiro de 2010

PILATES


Joseph Pilates, o alemão criador do método que hoje é difundido no mundo todo, nasceu na Alemanha em 1908. Era uma criança com muitos problemas de saúde e por isso tinha verdadeira "obsessão" em se tornar fisicamente mais forte. Para isso praticou muitas atividades físicas e estudou-as bastante.

Durante a primeira guerra mundial começou a fixar molas em camas e assim tratava os soldados machucados. Dessa forma verificou a melhora rápida dos mesmos.

Em seguida mudou-se para os Estados unidos e assim difundiu seu método, que atraia inicialmente esportistas e dançarinos e hoje conquista praticantes de todas as idades e condições.

Inicialmente o método era chamado de contrologia, baseado no conceito que a mente molda o corpo e o corpo bem preparado dá condição da mente transcender. Que por sua vez gera um corpo ainda melhor.

O método baseia-se em anatomia, fisiologia e cinesiologia e abrange seis princípios:


CONCENTRAÇÃO

CONTROLE

PRECISÃO

CENTRO

RESPIRAÇÃO

FLUIDEZ


Todos os exercícios devem ser executados buscando o powerhouse (centro de força), de modo a se conseguir estabilização do tronco e evitar lesões.


No pilates, os exercícios podem ser feitos no solo ou em aparelhos. Sempre com estabilização e sem compensações. Os aparelhos apresentam molas de cores distintas e servem para variar a intensidade dos movimentos.

Os aparelhos principais são:


CADEIRA COMBO/ COMBO CHAIR

REFORMER

CADILLAC OU TRAPÉZIO

WALL UNIT


No entanto existem muitos acessórios, o que possibilita uma infinidade de adaptações e variação de exercícios ( Barrel, meia lua flex, bolas, elásticos...)


Venha praticar!! Você não vai se arrepender!!!

Manuela Belo Franco - Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia Geriátrica e Instrutora de pilates.
Belo Horizonte - MG