quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SÍNDROME DOLOROSA REGIONAL COMPLEXA: Um "quebra-cabeça"



Anteriormente conhecida como Distrofia simpático reflexa, Causalgia, Síndrome ombro-mão, Algodistrofia, atrofia de Sudeck, entre outros, a Síndrome dolorosa regional complexa (SDRC) é hoje definida pela Associação Internacional para o estudo da dor (AIED) como uma condição dolorosa regional associada à alterações sensoriais decorrentes de um evento nóxico. Nesta, a dor é o sintoma principal, podendo estar associado à coloração anormal da pele, mudanças de temperatura do membro, atividade sudomotora anormal ou edema. Pode haver também distúrbios motores tais como tremores, distonias ou fraquez muscular.

De acordo com o consenso da AIED em 1993, foram definidos dois tipos de SDCR: A do tipo I e a do tipo II. A última sendo uma lesão nervosa real em que a dor não se limita ao território e inervação do nervo lesado.

A SDCR tipo I refere-se à antiga "distrofia simpático reflexa", já a do tipo II refere-se à "causaulgia".

Alguns estudos já propoem a do tipo II como sendo causadas por outras afecções que causam dor crônica no membro superior.


São critérios diagnósticos:

- A presença de lesão inicial pode ser desconsiderada

- Sinais e sintomas devem ser divididos em grupos distintos

- Presença de pelo menos dois dos seguintes sintomas: hiperestesia(sensorial), alteração de temperatura, alteração de coloraçao (vasomotor), edema, sudorese (sudomotor/balanço hídrico), alterações motoras.

Apesar da definição desses critérios, algumas doenças, como a neuropatia diabética, preenche corretamente os critérios e podem ser erroneamente tratadas.

A epidemiologia da Síndrome não está bem definida. O estudo realizado por Veldman e col mostra que a idade média é 41 anos, com predomínio de mulheres e cerca de 65% são decorrentes de fraturas, principalmente de rádio distal.

A fisiopatologia ainda é nebulosa. Há autores que afirmam haver um processo inflamatório desproporcional, desencadeado após lesão tecidual.

O diagnóstico é eminente clínico, no entando podem ser solicitados exames complementares que auxiliam na confirmação ou exclusão, tais como RX, exames laboratoriais, termografia, pletismografia além de provas terapêuticas.

O tratamento é difícil. Deve ser introduzido logo no início para que haja resposta e o objetivo primário é o aívio da dor.

A fisioterapia pode atuar no alívio da dor com o TENS ( eletroestimulação transcutânea), dessensibilização e movimentação branda precoce. Pode ter feita a hidroterapia, massagens, calor, terapapias para controle do edema...

Na terapêutica farmacolócica há muitas opções. O bloqueio simpático é o mais utilizado.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG - MG




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16 comentários:

  1. Cada vez mais...aprendo com você. Eu só estou aguardando o médico liberar pra eu colocar o pé no chão...não vejo a hora.


    abraços

    Hugo

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  2. Fiz um bog com o meu caso. No meu caso o tens não adiantou pois não tenho nenhuma sensibilidade na região do tornozelo. Depois vc dá uma olhada :
    http://distrofiasimpaticoreflexa.blogspot.com/
    O comentário está assinado com a conta de meu marido.

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  3. oi moro no japao a 3anos atras apos a um acidente de trabalho de quebrar 2dedos perdi o movimento da mao e braco direito a dor ate hj e enorme e foi atrofiando ate que perdi o movimento,e apos 2anos sofri um acidente de carro bati a cabeca no vidro na hora so doia a cabeca eo pescoco e depois de 3dias comecei a nao senti meu dedo do pe apos algumas horas chegando no hospital ja nao sentia dos pes a face do lado direito parecia que havia tido um derrame mas fiz exames e nada apos mais 5meses tb perdi o movimento da perna esquerda tb hj nao ando nao sinto as minhas pernas falo tb c dificuldade por causa da paralisia da face e pq doi muito,nao escuto do lado direito e nao enchergo do lado direito e estou perdendo o movimento do lado esuqerdo da face e do braco tb do lado esquerdo os medicos daqui alegam que o tipo 1 alegam que apos o acidente de carro fez c que piorasse a doenca que ja tinha tipo 1 se espalha pelo corpo inteiro,estou correndo atraz de tratamento no brasil,pq aqui eles alegam que nao podem fazer nada e que nao ha tratamento gostaria de saber se tem casos igual ao meu,tenho alteracao de temperatura e cor na pela estou tendo muita fraqueza tontura e dores que nao passam e ultimamente tenho tido frio mas vou ver estou suando muito e tiro a temperatura e estou c febre tenho um face onde estou postando o meu dia dia de luta tenho 28anos e so mae de 5filhos se puder me ajudar serei muito grata meu face book e yuri tanaka

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  4. Achei vc no facebook! Vou dar uma lida e entro em contato com vc! beijos

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  5. Gostaria de saber o que mais pode ser feito de fisioterapia, pois tenho um paciente com esta sidrome em MDS, relata muita dor e sua ADM é muito limitada.

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  6. Na verdade, os recursos terapêuticos são bem escassos e pouco resolvem. De qualquer forma, cada caso é um caso. O caso da sua paciente foi pós-trauma?? Ela está tomando medicação??
    Acho que seu foco é analgesia. Usaria TENS, massoterapia, dessensibilização e exercícios variados. Se ela tiver condições de fazer tratamento psicológico tb acho uma boa. Quanto mais rica a série de exercícios, melhor. Tente motivá-la a cada dia e não force a ADM. Use mobilizações!

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  7. Tenho parte do pé e perna direita dormente e dores horriveis! Estou tomando Mioflex A ha um bom tempo já,porque foi o unico que aliviou minhad dores,porem nunca de 8/8hs pq a dor é persistente.Não durmo direito por causa da dor,nem sei mais o que fazer.Tenho lupus,mas meus exames deram normais,então o reumato pediu o exame de Eletroneuromiografia,que na conclusao deu normal,mas ele sugeriu que não podia excluir uma sindrome complexa regional-causalgia.Que foi o que me trouxe a esse site...se puder me ajude!

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    1. Olá Lilian,
      Como posso te ajudar?
      Além da medicação, o que vc tem feito?

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  8. Olá sou portadora da sindrome cmplexa da dor reginal grau 2, as dores são cruéis, agora vem uma época pra mim dificil, a depressão é muito forte,procuro lêr muito como não possa andar muito pq inflama,comprei uma bike eletrica e saio p visitar alguem ou somente p sentir o vento ficar sozinha meditar,retorno sempre bem melhor. não desanimem *** g 12/10 p. 13 Deus me consolou em todas as minhas dificuldades ***
    Tenho plena certeza do cumprimento da promessa bíblica: “Naquele tempo [no novo mundo de Deus] o coxo estará escalando como o veado.” Enquanto isso, estas palavras de Deus me consolam: “Não tenhas medo, pois estou contigo. Não olhes em volta, pois eu sou teu Deus. Vou fortificar-te. Vou realmente ajudar-te. Vou deveras segurar-te firmemente com a minha direita de justiça.” — Isaías 35:6; 41:10.
    sou leitora desta maravilhosa revista despertai ela tem me ajudado muito, foi através dela que descobri o k eu tinha ja faz 9 anos.

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    1. AS palavras consoladoras já fizeram com que as dores abrandassem, obrigada!

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  9. ola doutora
    me chamo sandra e tenho 35 anos, sofri
    um acidente
    de moto dia 28 de abril de 2012 hoje faz 5 meses e 7 dias do acidente tive uma fratura de femur bem no meio do femur não foi fratura esposta fiquei 5 dias com uma tração de 5 kg na perna apos 5 dias fui para a cirurgia sai de la com uma placa do lado do fermur esquerdo e 9 parafusos hoje ja ando com 2 muletas ja posso coloca o pé no cão so não foi liberado coloca o peço na perna ainda oque estou com medo que ate hoje com 5 meses meu medico não me mandou fazer nem uma fisioterapia ainda ai retornei ao medico e levei outro rx pra ele e ele disse que estou me recoperando mais rapido do que ele imaginava ai perguntei a ele quando ele ia me manda para a fisioterapia ele disse que não vou prescisa de fisioterapia meu medo é de quando ele manda eu solta as muletas vou ter medo de anda por não ter nem uma preparo fisico na perna não vou me sentir segura pra anda sera que vou consegui anda normal sem fisioterapia? outra pergunta porque os medicos colocam placas com parafusos que demora mais tempo a recoperação ao inves de coloca hasten que se recopera mais rapido ainda não tive a oportunidade de fazer esta pergunda pra ele agradeço se puder me ajuda...






    6 de outubro de 2012 22:58

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  10. Venho por meio deste, divulgar e contribuir sobre tratamento da Distrofia Simpática Reflexa (Síndrome Sudeck), tendo em vista as poucas informações sobre o assunto e tb aos relatos de pessoas na web q sofrem com a doença e q coincidem com o q passo.

    Sofro com a doença há 12 anos e há 8 meus movimentos nos braços e mãos estão extremamente limitados devido à dor intensa. Demorei 4 anos para ter diagnostico da doença e após descobrir ainda passei por vários médicos e tipos tratamentos q não deram certo ou q alcançaram resultados paliativos. Alguns procedimentos contra dor, citados na literatura e bem difundidos no meio médico (bloqueio venoso simpático, gânglio estrelado e Radiofrequência) tiveram resposta bem modesta.

    Apenas tive resultados significativos com os procedimentos:

    • Uso da Câmara Hiperbárica (10 sessões diárias com 2 Atm e 1:30 hs de duração), aos quais me submeto a cada 4 meses, desde fevereiro de 2009;
    • Toxina butolínica intramuscular (aplicações no pescoço, ombro, braços e mãos a cada 3 meses), desde janeiro de 2013.

    Para complementar o tratamento faço fisioterapia (Osteopatia) e tb medicação oral.

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    1. Muito importante sua contribuição. Manuela Franco

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    2. Por favor!! Minha filha sofre a 5 anos apos lesionar o tornozelo. Tenho interesse na camara hiperbarica. Sera que poderiamos conversar melhor.
      Meu face Tania Rocha Rosa sou de ji parana Rondonia

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    3. Por favor!! Minha filha sofre a 5 anos apos lesionar o tornozelo. Tenho interesse na camara hiperbarica. Sera que poderiamos conversar melhor.
      Meu face Tania Rocha Rosa sou de ji parana Rondonia

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