segunda-feira, 28 de setembro de 2009

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA MULHER


A incontinência urinária, na mulher é definida, segundo a Sociedade Internacional de Continência (“International Continence Society”), como a perda involuntária de urina pela uretra, secundária ao aumento da pressão abdominal na ausência de contração do detrusor. Na verdade, refere-se à qualquer perda involuntária de urina não podendo ser considerada normal no idoso, havendo sempre uma condição médica subjacente que deve ser identificada e corrigida independente da idade; seja por fisioterapia, medicamentos, cirurgia ou ambos. Estima-se que cerca de 57% das mulheres entre 45 a 65 anos tenham algum tipo de incontinência urinária.
A fase se armazenamento da urina se dá por um controle simpático, já a micção é controlada pelo sistema parassimpático.
No idoso, a incontinência predispõe várias situações, tais como: rash, escara, ITU(Infecção do trato urinário), sepse urinária, quedas e fraturas.
São fatores de risco: Prolapsos, ITU recorrente, constipação, diabetes, tabagismo, sobrepeso, cafeína, medicamentos.
Os dois tipos principais de incontinência urinária são a de esforço e a incontinência de urgência.
A incontinência de esforço é a perda involuntária de urina que ocorre durante os momentos como tosse, risadas, espirros, carregar peso, subir escadas, exercícios etc. Mudanças físicas resultantes da gravidez, parto, e menopausa freqüentemente causam a incontinência de esforço. Esta é a forma mais comum de incontinência nas mulheres.
A incontinência de esforço pode ocorrer quando os músculos pélvicos que suportam a bexiga e a uretra se tornam fracos ou devido a disfunções no esfíncter uretra. Traumas na área da uretra, lesões neurológicas, e alguns medicamentos podem tornar a uretra fraca, assim como inflamação e infecção urinária.
A incontinência de urgência envolve um súbito e forte desejo de urinar seguido imediatamente de uma contração involuntária da bexiga, resultando em perda de urina. Ações involuntárias dos músculos da bexiga podem ocorrer devido a danos nos nervos da bexiga, no sistema nervoso, ou nos próprios músculos\.
Outros tipos de incontinência urinária incluem a incontinência de superenchimento, incontinência transitória, perda contínua da urina e incontinência mista.
Na incontinência de superenchimento a mensagem de que a bexiga está cheia não chega ao cérebro, até que ela fique tão repleta que não seja mais capaz de suportar a urina e ocorre perda de urina em grande quantidade. A bexiga está sempre tão cheia que os vazamentos de urina são frequentes. Músculos da bexiga fracos ou uma uretra obstruída também podem causar esse tipo de incontinência.
A incontinência transitória é uma versão temporária de incontinência. Pode ser deflagrada por medicamentos, infecções do trato urinário, doença mental, restrição de mobilidade e impactação por cálculos.
As incontinências de esforço e urgência pode, ocorrer simultaneamente nas mulheres. A Combinação delas é denominada incontinência mista.
Ainda podemos citar a incontinência urinária por bexiga hiperreflexa, onde o quadro é semelhante ao da urgência, no entanto tem como característica a presença de doenças neurológicas.
O diagnóstico é feito pela história do paciente e complementado por exame e teste tais como: teste do esforço, teste do absorvente, teste do cotonete, teste de Bonney, diário miccional, estudo urodinâmico, cistometria, sumário de urina, urocultura, uretrocistoscopia, urofluxometria, perfil pressórico uretra, ultra-sonografia.
O tratamento pode ser fisioterapêutico, medicamentoso, cirúrgico, ou uma combinação entre eles. A fisioterapia têm-se mostrado como um grande recurso no tratamento da incontinência, fazendo, muitas vezes, com que a mulher não precise se submeter à cirurgia. Pode abranger:
- Exercícios pélvicos de Kegel: deve-se realizar a ponte, o relógio pélvico, elevador e exercício isométrico para interrupção e controle urinário. Estes exercícios visam desenvolver a percepção proprioceptiva, além do controle e fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (KISNER, 199-).

- Cateter de Foley: este equipamento apresenta-se em diâmetros variados e após ser inserido na vagina, orienta-se para que a paciente resista à retirada do mesmo.- Cones Vaginais: utiliza-se gradativamente cinco cones de forma e volumes iguais, mas com pesos variando entre 20 e 75 gramas, contendo um fio de nylon em seu ápice para a sua remoção.

- Estimulação Elétrica: estimula-se as estruturas neuromusculares do assoalho pélvico. A estimulação do nervo pudendo tem por objetivo fortalecer as fibras musculares do elevador do ânus e da musculatura estriada peri-uretral.

- Mio/Biofeedback(perina): utiliza-se estímulos audiovisuais, possibilitando, assim, que a paciente identifique a contração da musculatura do assoalho pélvico, sem a utilização dos músculos acessórios.- Fortalecimento da musculatura abdominal, principalmente o transverso do abdome, através de exercícios que realizem movimentos do tronco e da pelve, tais como rotação do tronco, flexão do tronco e retroversão pélvica.



Manuela Belo Franco

Fisioterapeuta Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG
CRREFITO -4/ 14781 LTF
Atendimento domiciliar em Belo Horizonte 31-85297346

3 comentários:

  1. estou perdendo pouca urina so qdo caminho, ou faco algun esforco fisico, queria saber mais informacoes sobre isso, e se no futuro vou ter que fazer cirurgia, tenho 30 anos, e acabo de tr um bebe a 4 meses e no parto tive problemas na bexiga

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  2. Meu médico urulogista me indicou Fisioterapia, Na minha segunda sessão, estou com muita coceira, com isso veio tb assadura, na vagina, desceu minha menstruaçaõ por um dia, Isso é normal?

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  3. Não. Isso não é normal. E não deve estar relacionado à fisioterapia.
    Caso você esteja fazendo algum aparelho pode ser alergia à camisinha.
    Mas nada que esteja relacionado à menstruação.
    Vc está fazendo exercícios ou aparelhos?

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