segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA



A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) no idoso constitui hoje um problema de saúde pública quer pelo aumento de população com idade avançada, quer pela prevalência aumentada desta patologia neste grupo de doentes.

Quase 5% da população com mais de 55 anos é acometida pela doença arterial obstrutiva periférica, enfermidade que diminui a circulação do sangue para os membros inferiores provocando dor na panturrilha e, em situações mais graves, até amputação. A doença ocorre principalmente entre os homens - proporção de quatro casos entre homens para um entre mulheres - e tem como fator principal a arterosclerose.

A apresentação da doença pode variar desde a forma assintomática muitas vezes camuflada pela patologia do foro ortopédico que condiciona dificuldade na mobilização destes doentes, a claudicação intermitente que deve ser diagnosticada precocemente e a isquemia crítica. (Roncon Albuquerque R.)

A claudicação intermitente, ou seja, dor em queimação ou em câimbra na panturrilha ou nádegas após atividade física, constitui a manifestação clínica mais comum de DAOP.

A estratégia diagnóstica, entretanto, deve também incluir exame físico minucioso, com investigação de sinais clínicos sugestivos, tais como, ausência de pulsos periféricos, frêmitos arteriais e alterações de pele no membro afetado, bem como a confirmação da gravidade da obstrução vascular, determinada pela medida do índice tornozelo-braço (ITB) - que expressa a relação entre a pressão arterial sistólica (PAS) na artéria tibial posterior ou pediosa comparado à pressão sistólica na artéria braquial. Em indivíduos normais a PAS do tornozelo é maior ou igual a PAS braquial, portanto uma relação inferior a 1,0 signifiva doença vascular obstrutiva periférica.

Dada a coexistência freqüente de processos ateroscleróticos em distintos territórios vasculares, estudos anteriores demonstraram que o ITB apresenta uma forte correlação com a presença e a gravidade da aterosclerose nas artérias carótidas e coronárias.

A conduta terapêutica dependerá dos achados clínicos e laboratoriais apresentados no paciente. Porém, orientação nutricional e programação de exercícos físicos são primordiais no tratamento, apesar da difícil aceitação por parte dos pacientes.

No tocante à segurança dos exercícios resistidos para indivíduos idosos e/ou ortadores de patologias, Graves & Franklin afirmam que esse método, quando bem orientado, conbstitui uma estratégia segura tanto para o sistema cardio-vascular quando para o sistema esquelético, visto que promovem aumento da frequênia cardíaca, pressão sistólica e diastólica. Esse aumento tem sido considerado como fator de proteção cardiovascular pois favorece o fluxo coronariano , aumentando o suprimento de oxigênio no miocárdio e reduzindo o risco de incidentes isquêmicos e arrítmicos.

De fato o fator protetor dos exercícios resistidos tem sido alplamente demonstrado na literatura .

Os exercícios devem ser realizados por pelo menos duas vezes na semana, com variação de uma a três séries (a depender da aptidão do idoso), com pesos livres ou não e com contrações idométricas ou isotônicas. Quanto ao número de repetições não há consenso, o que se sabe é que quanto maior o número de repetições, amior a elevação da frequência cardíaca. Recomenda-se de 8 a 15.

A intensidade deve ser de moderada alta, desde que não haja apnéia de esforço e aumento do componente isométrico do movimento. O intervalo deve ser de 1 2 minutos.



Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geríatrica pela FCMMG - MG



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2 comentários:

  1. Parabéns pela criação desse espaço. Gostei muito em ler a história da sua fratura por completo. Sucesso Manu...acredito que esse espaço será bem visitado.

    Vou te linkar em meus favoritos.


    Abraços.


    Hugo, seu amigo de fratura...rsrs

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  2. Goste das informações

    Sucesso!!!!
    Fisioterapeuta Crato-CE

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