quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dispositivos auxiliares da marcha



As pessoas que tem dificuldade na marcha ou que por algum motivo não podem descarregar completamente o peso em um dos membros contam hoje com inúmeros dispositivos auxiliares da marcha. Os mais comuns são as muletas, bengalas e andadores.
Andadores são usados para melhorar o equilíbrio e para o alívio da sustentação do peso, completa ou parcialmente, sobre um membro inferior. Dentre as três categorias de dispositivos auxiliares deambulatórios, os andadores asseguram a maior estabilidade. Eles propiciam uma ampla base de sustentação, melhoram a estabilidade anterior e lateral, e permitem que os membros superiores transfiram o peso corporal para o solo. Uma das principais desvantagens é a necessidade de ambientes amplos para a sua utilização.
Já a função da bengala é ampliar a base de sustentação e melhorar o equilíbrio. Bengalas não são projetadas para o uso em marchas em que há restrições de sustentação do peso. Os pacientes são tipicamente instruídos para segurar a bengala com a mão oposta ao membro afetado. Este posicionamento da bengala se aproxima mais intimamente ao padrão recíproco da marcha normal, com o braço e pernas opostos movimentando-se simultaneamente. Ele também amplia a base de sustentação, com menor desvio lateral do centro de gravidade do que quando a bengala está segura ipsolateralmente Basmajian (1987), Sulivan (1993).
O posicionamento contralateral da bengala é particularmente importante na redução das forças criadas pelos músculos abdutores atuantes nos quadris. Durante a marcha normal, os abdutores do quadril pertinentes ao membro na fase de apoio do ciclo da marcha se contraem, para contrabalançar o movimento gravitacional ao nível da pélvis no lado contralateral, por ocasião da fase de balanço do ciclo. Isto impede a inclinação da pélvis no lado contralateral, mas resulta em numa força compressiva que atua sobre o quadril em fase de apoio Basmajian (1987), Sulivan (1993).
Conforme Basmajian (1987), Sulivan (1993) as muletas são usadas com maior freqüência no aumento do equilíbrio e para o alívio completo ou parcial da sustentação do peso sobre o membro inferior. Elas são tipicamente usadas bilateralmente e funcionam para aumentar a base de sustentação, para melhorar a estabilidade lateral, e para permitir que os membros superiores transfiram o peso corporal para o solo. Esta transferência de peso através dos membros superiores permite uma deambulação funcional, enquanto é mantido um estado de sustentação restrita do peso.
Em relação aos três dispositivos citados há uma diversidade de materiais e preços, tornando-se, portanto, uma escolha individualizada. Cada paciente deve ser analisado com o objetivo de proporcionar a maior independência funcional possível e o menor risco de quedas.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG- MG



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http://movimento.incubadora.fapesp.br/portal/referencias/Fukuda/mecanoterapia/8.%20Dispositivos%20auxiliares.pdf

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

PREVENÇÃO DO TROMBOEMBOLISMO VENOSO NO PACIENTE GERIÁTRICO



O tromboembolismo venoso, incluindo a trombose de veias profundas e a embolia pulmonar é a terceira causa de morte por problemas cardiovasculares após Um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto agudo do miocárdio.

O número de incidentes dessa matureza envolvendo idosos é de 10 a 20 vezes maior quando comparados aos jovens. Isso ocorre pois com o aumento da idade, ocorrem condições crônicas que aumentam essa prevalência além do maior número de hospitalizações por doenças agudas.

Os principais fatores que precipitam a trombose venosa constituem a chamada Tríade de Vircow que se trata de uma teoria elaborada pelo patologista alemão Rudolf Virchow (1821-1902). A tríade é composta por três categorias de fatores que contribuem para a trombose venosa: lesão ao endotélio vascular, alterações no fluxo sanguíneo e alterações na constituição do sangue (hipercoagulabilidade).

A profilaxia medicamentosa é sem dúvida a principal forma de lidar com esse grande vilão, no entando existe também a preveção mecânica a qual é realizada principalmente com exercícios para tornozelo e panturrilha. Os mesmos devem ser encorajados sempre que o paciente necessite ficar no leito.
Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapauta Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG-MG
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA



A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) no idoso constitui hoje um problema de saúde pública quer pelo aumento de população com idade avançada, quer pela prevalência aumentada desta patologia neste grupo de doentes.

Quase 5% da população com mais de 55 anos é acometida pela doença arterial obstrutiva periférica, enfermidade que diminui a circulação do sangue para os membros inferiores provocando dor na panturrilha e, em situações mais graves, até amputação. A doença ocorre principalmente entre os homens - proporção de quatro casos entre homens para um entre mulheres - e tem como fator principal a arterosclerose.

A apresentação da doença pode variar desde a forma assintomática muitas vezes camuflada pela patologia do foro ortopédico que condiciona dificuldade na mobilização destes doentes, a claudicação intermitente que deve ser diagnosticada precocemente e a isquemia crítica. (Roncon Albuquerque R.)

A claudicação intermitente, ou seja, dor em queimação ou em câimbra na panturrilha ou nádegas após atividade física, constitui a manifestação clínica mais comum de DAOP.

A estratégia diagnóstica, entretanto, deve também incluir exame físico minucioso, com investigação de sinais clínicos sugestivos, tais como, ausência de pulsos periféricos, frêmitos arteriais e alterações de pele no membro afetado, bem como a confirmação da gravidade da obstrução vascular, determinada pela medida do índice tornozelo-braço (ITB) - que expressa a relação entre a pressão arterial sistólica (PAS) na artéria tibial posterior ou pediosa comparado à pressão sistólica na artéria braquial. Em indivíduos normais a PAS do tornozelo é maior ou igual a PAS braquial, portanto uma relação inferior a 1,0 signifiva doença vascular obstrutiva periférica.

Dada a coexistência freqüente de processos ateroscleróticos em distintos territórios vasculares, estudos anteriores demonstraram que o ITB apresenta uma forte correlação com a presença e a gravidade da aterosclerose nas artérias carótidas e coronárias.

A conduta terapêutica dependerá dos achados clínicos e laboratoriais apresentados no paciente. Porém, orientação nutricional e programação de exercícos físicos são primordiais no tratamento, apesar da difícil aceitação por parte dos pacientes.

No tocante à segurança dos exercícios resistidos para indivíduos idosos e/ou ortadores de patologias, Graves & Franklin afirmam que esse método, quando bem orientado, conbstitui uma estratégia segura tanto para o sistema cardio-vascular quando para o sistema esquelético, visto que promovem aumento da frequênia cardíaca, pressão sistólica e diastólica. Esse aumento tem sido considerado como fator de proteção cardiovascular pois favorece o fluxo coronariano , aumentando o suprimento de oxigênio no miocárdio e reduzindo o risco de incidentes isquêmicos e arrítmicos.

De fato o fator protetor dos exercícios resistidos tem sido alplamente demonstrado na literatura .

Os exercícios devem ser realizados por pelo menos duas vezes na semana, com variação de uma a três séries (a depender da aptidão do idoso), com pesos livres ou não e com contrações idométricas ou isotônicas. Quanto ao número de repetições não há consenso, o que se sabe é que quanto maior o número de repetições, amior a elevação da frequência cardíaca. Recomenda-se de 8 a 15.

A intensidade deve ser de moderada alta, desde que não haja apnéia de esforço e aumento do componente isométrico do movimento. O intervalo deve ser de 1 2 minutos.



Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geríatrica pela FCMMG - MG



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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Instabilidade postural e quedas em idosos


A instabilidade postural com a ocorrência de quedas é um desafio para os profissionais de saúde que lidam com os idosos. Além da elevada morbidade há aumento expressivo da mortalidade em idosos com quedas freqüentes ("idosos caidores").

Vários fatores, intrínsecos e extrínsecos contribuem para a ocorrência das quedas, e prevení-la significa extinguir ou minimizá-los.

Algumas vezes, apenas um ajuste ambiental ou medicamentoso é suficiente para dar uma maior segurança ao idoso e reduzir o risco de quedas no entanto, na maioria das vezes são necessárias mudanças em diversos aspectos da vida do idoso.

Para o idoso, cair signinifica a perda da autonomia e a decadência da percepção e fracasso do corpo potencializando sentimentos como vulnerabilidade, ameaça, humilhação e culpa.


Avaliar o risco de quedas em idosos e tratar suas possíveis repercussões requer atenção multifatoral e multiprofissional.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG



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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Envelhecimento ativo


Envelhecimento ativo é um novo conceito introduzido pela WHO ( World Health Organization) o qual define-se como um processo de otimização das oportunidades, participação e seguridade com vistas a promover qualidade de vida durante o preocesso do envelhecimento.
Para tal, há evidências de diversos determinantes: transversais, de espaço físico, comportamentais, sociais, entre outros
Trata-se de uma nova visão estratégica na qual não só o idoso é inserido, mas toda a sociedade e tem como objetivo promover qualidade de vida ao envelhecimento. O termo "ativo" refere-se à continuidade de participação da vida social, cultural, espiritual, não apesas sendo fisicamente ativo.
Para que dar as ferramentas para que o idoso seja saudável e independente se a família e sociedade em geral não se encontra apta para receber este "novo" idoso?
Como tratar o idoso?
A sociedade atual está preparada para o envelhecimento ativo?
Quem tem ou terá direito ao envelhecimento ativo?
Como poderemos promover o envelhecimento ativo?
Qual o papel do fisioterapeuta nesse contexto??
Essas perguntas urgem por respostas à medida que as projeções indicam que a expectativa de vida segue crescendo no mundo. A longevidade é uma conquista nossa, que aconteceu, principalmente devido aos avanços na saúde e à geração de tecnologias.
Manuela Belo Franco Bárbara
Pós-Graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG
Para saber mais:
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?tool=pubmed&pubmedid=17263895%20%5BPUBMED-IDS%5D

http://www.thenapa2.org/events/Active_Aging_WHO.pdf

sábado, 1 de agosto de 2009

SEXO NA TERCEIRA IDADE



"A vida sexual transforma-se constantemente ao longo de toda a evolução individual, porém só desaparece com a morte." Mira y López

Para muitos ainda soa estranho quando se fala em sexo na terceira idade. E o que se falar quando o assunto é AIDS/SIDA(Síndrome da Imunodeficiência adquirida) entre idosos??

Essa é uma questão que merece a atenção e o cuidado de todos, inclusive dos profissionais de saúde que tendem a subvalorizar a possibilidade de um idoso ser soropositivo, tratando-os como seres sem vida sexual ativa e minimizando sintomas típicos da referida síndrome!!

Manuela Belo Franco Bárbara

Pós graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG

manuelabelo@yahoo.com.br