quinta-feira, 23 de julho de 2009

FRATURA COMINUTIVA DE DIÁFISE PROXIMAL DO FÊMUR

As fraturas cominutivas da diáfise femoral em pacientes jovens constituem um grande problema observado na maioria dos serviços de saúde nos últimos anos, provavelmente conseqüência dos avanços tecnológicos nos meios de transporte e aumento das vítimas por arma de fogo.
Quando falamos nesse tipo de fratura em idosos observa-se, além ata taxa de mortalidade, a necessidade de cuidados médicos intensivos e reabilitação funcional por longos períodos. Para o ano de 2050, a Organização Mundial de Saúde prevê uma incidência anual de 6,26 milhões de fraturas.
O tratamento de escolha para a maioria das fraturas é o cirúrgico, excetuando-se os casos onde o paciente apresenta co-morbidades que contra-indiquem a cirurgia, tornando-se mandatório o tratamento conservador. Este último também é indicado em algumas fraturas incompletas ou sem desvio. O objetivo do tratamento é prevenir a progressão da incapacidade funcional e restaurar a função do membro semelhante ao momento pré-fratura.


Meu caso: Paciente 27 anos, vítima de atropelamento por moto, sendo socorrida pelo SAMU (onde o médico da equipe alinhou o membro) e transferida para unidade hospitalar. Após realizado o protocolo para pacientes politraumatizados o MID foi colocado em tração esquelética (4kg) e foram realizados exames pré-operatórios.
No dia seguinte foi realizada a cirurgia por especialista em quadril onde foi introduzida haste intramedular bloqueada (interlocking nail) e 3 parafusos.
Durante a cirurgia houve diminuição brusca da hemoglobina, sendo necessária hemotransfusão. O que ocorreu também quatro dias depois.
A alta hospitalar ocorreu uma semana após a entrada no hospital.
A fisioterapia foi realizada desde a fase hospitalar, com o objetivo de evitar as complicações tromboembólicas e pulmonares, manter amplitude de movimento e prevenir deformidades e posturas viciosas. (No dia seguinte foi realizada a deambulação com andador/muletas axilares sem descarga de peso do MID, porém com apoio proprioceptivo.)
Após a alta hospitalar foram ainda introduzidos exercícios visando o ganho de força muscular, diminuição a dor, aumento/manutenção da amplitude de movimento. (Utilizou-se caneleira de 2Kg no membro sadio e 1Kg no afetado na flexo-extensão de joelho e flexâo quadril) Além de exercícios sensoriais, metabólicos e alongamentos.
Quase um mês após a cirurgia, através de controle radiológico foi observado o correto alinhamento da haste e sinais de calcificação nos focos de fratura. Foi liberado apoio parcial em membro afetado (10kg).
Nesse mesmo tempo de cirurgia não há mais edema, os pontos e cicatrizes encontram-se em excelente grau de cicatrização e a equimose encontra-se quase imperceptível. Ainda há parestesia em face medial da coxa, dor a algumas amplitudes e diminuição da amplitude para flexão de joelho (130º) e abdução de quadril (presença de osssificação heterotópica – em uso de medicação para conter o avanço.)

Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG

3 comentários:

  1. Fiz uma cirurgia no fêmur a 4anos.
    Tenho uma placa com 11parafusos.
    Tem algum perigo ainda ?
    Tenho medo de ter que tirar a placa isso pode acontecer

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  2. Dr. Estou ha dois meses de pós operatório, a perna imobilizada por todo esse tempo, só agora iniciei a fisioterapia, porém o joelho está travado em 30 graus, a fisio dói muito nos exercícios de flexão. FraturA diáfise do fêmur uma placa 6 parafusos. O que você me orienta?

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  3. Fraturei o fêmur ao meio e fazem 6 meses, estou liberada a andar sem muletas mais estou mancando é normal? E meu joelho dobra um pouco mais que 100 graus, faço fisioterapia todos os dias ele vai voltar o normal ainda?

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