quinta-feira, 30 de julho de 2009


O aumento da expectativa de vida traz consigo um grande desafio para a sociedade como um todo, visto que são necessárias adaptações a fim de promover uma vida mais saudável e independente ao idoso.

Algo que me intriga é a maneira com que muitos idosos são tratados, inclusive pelos fisioterapeutas: ´" Olá vozinha" " Não vou fazer isso porque ele é idoso" "Isso é coisa da idade". Frases como essas me aborrecem profundamente.

Limitações?? Quem não as tem?? Devemos ajudar ou adaptar um exercício ou técnica não simplesmente baseado na idade do paciente.

Devemos auxiliar o idoso no que ele não consegue realizar sozinho e deixá-lo realizar o que consegue.

Certa vez ao questionar a família se o idoso realizava as refeições sozinho fui informada que ele não conseguia. Posteriormente descobri que o idoso conseguia sim fazê-la. O que ocorria é que devido à lentidão, a família prefeiria que a cuidadora desse os alimentos de colher ao idoso. Observe a frustação desse paciente, a sensação de invalidez e dependencia. Isso é saudável??


Fica aqui minha opinião!!


beijos


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG



sexta-feira, 24 de julho de 2009

FRATURAS COMINUTIVAS DA DIÁFISE PROXIMAL DO FÊMUR



As fraturas cominutivas da diáfise femoral em pacientes jovens constituem um grande problema observado na maioria dos serviços de saúde nos últimos anos, provavelmente conseqüência dos avanços tecnológicos nos meios de transporte e aumento das vítimas por arma de fogo.Quando falamos nesse tipo de fratura em idosos observa-se, além ata taxa de mortalidade, a necessidade de cuidados médicos intensivos e reabilitação funcional por longos períodos. Para o ano de 2050, a Organização Mundial de Saúde prevê uma incidência anual de 6,26 milhões de fraturas. O

tratamento de escolha para a maioria das fraturas é o cirúrgico, excetuando-se os casos onde o paciente apresenta co-morbidades que contra-indiquem a cirurgia, tornando-se mandatório o tratamento conservador. Este último também é indicado em algumas fraturas incompletas ou sem desvio. O objetivo do tratamento é prevenir a progressão da incapacidade funcional e restaurar a função do membro semelhante ao momento pré-fratura.


Meu caso: Paciente 27 anos, vítima de atropelamento por moto, sendo socorrida pelo SAMU (onde o médico da equipe alinhou o membro) e transferida para unidade hospitalar. Após realizado o protocolo para pacientes politraumatizados o MID foi colocado em tração esquelética (4kg) e foram realizados exames pré-operatórios.No dia seguinte foi realizada a cirurgia por especialista em quadril onde foi introduzida haste intramedular bloqueada (interlocking nail) e 3 parafusos. Durante a cirurgia houve diminuição brusca da hemoglobina, sendo necessária hemotransfusão; o que ocorreu também quatro dias depois. A alta hospitalar ocorreu uma semana após a entrada no hospital. A fisioterapia foi realizada desde a fase hospitalar, com o objetivo de evitar as complicações tromboembólicas e pulmonares, manter amplitude de movimento e prevenir deformidades e posturas viciosas. (No dia seguinte foi realizada a deambulação com andador/muletas axilares sem descarga de peso do MID, porém com apoio proprioceptivo). Após a alta hospitalar foram ainda introduzidos exercícios visando o ganho de força muscular, diminuição a dor, aumento/manutenção da amplitude de movimento. (Utilizou-se caneleira de 2Kg no membro sadio e 1Kg no afetado na flexo-extensão de joelho e flexâo quadril) Além de exercícios sensoriais, metabólicos e alongamentos. Quase um mês após a cirurgia, através de controle radiológico foi observado o correto alinhamento da haste e sinais de calcificação nos focos de fratura. Foi liberado apoio parcial em membro afetado (10kg). Nesse mesmo tempo de cirurgia não há mais edema, os pontos e cicatrizes encontram-se em excelente grau de cicatrização e a equimose encontra-se quase imperceptível. Ainda há parestesia em face medial da coxa, dor a algumas amplitudes e diminuição da amplitude para flexão de joelho (130º) e abdução de quadril (presença de osssificação heterotópica – em uso de medicação para conter o avanço.)

OBS: Mandar dúvidas por email pois estou com problemas em receber os comentários no blog.
Manuela Belo Franco Bárbara

FAVOR DEIXAR EMAIL PARA QUE AS PERGUNTAS SEJAM RESPONDIDAS. NO MOMENTO O BLOG ESTÁ COM PROBLEMAS PARA VISUALIZAR OS COMENTÁRIOS.
Fisioterapeuta pós-graduada em fisioterapia geriátrica pela FCMMG
Instrutora de pilates

Atendimento em Maceió- AL
Clínica Carlos Franco (82-33241350) e em domicílio (82-93146422)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

FRATURA COMINUTIVA DE DIÁFISE PROXIMAL DO FÊMUR

As fraturas cominutivas da diáfise femoral em pacientes jovens constituem um grande problema observado na maioria dos serviços de saúde nos últimos anos, provavelmente conseqüência dos avanços tecnológicos nos meios de transporte e aumento das vítimas por arma de fogo.
Quando falamos nesse tipo de fratura em idosos observa-se, além ata taxa de mortalidade, a necessidade de cuidados médicos intensivos e reabilitação funcional por longos períodos. Para o ano de 2050, a Organização Mundial de Saúde prevê uma incidência anual de 6,26 milhões de fraturas.
O tratamento de escolha para a maioria das fraturas é o cirúrgico, excetuando-se os casos onde o paciente apresenta co-morbidades que contra-indiquem a cirurgia, tornando-se mandatório o tratamento conservador. Este último também é indicado em algumas fraturas incompletas ou sem desvio. O objetivo do tratamento é prevenir a progressão da incapacidade funcional e restaurar a função do membro semelhante ao momento pré-fratura.


Meu caso: Paciente 27 anos, vítima de atropelamento por moto, sendo socorrida pelo SAMU (onde o médico da equipe alinhou o membro) e transferida para unidade hospitalar. Após realizado o protocolo para pacientes politraumatizados o MID foi colocado em tração esquelética (4kg) e foram realizados exames pré-operatórios.
No dia seguinte foi realizada a cirurgia por especialista em quadril onde foi introduzida haste intramedular bloqueada (interlocking nail) e 3 parafusos.
Durante a cirurgia houve diminuição brusca da hemoglobina, sendo necessária hemotransfusão. O que ocorreu também quatro dias depois.
A alta hospitalar ocorreu uma semana após a entrada no hospital.
A fisioterapia foi realizada desde a fase hospitalar, com o objetivo de evitar as complicações tromboembólicas e pulmonares, manter amplitude de movimento e prevenir deformidades e posturas viciosas. (No dia seguinte foi realizada a deambulação com andador/muletas axilares sem descarga de peso do MID, porém com apoio proprioceptivo.)
Após a alta hospitalar foram ainda introduzidos exercícios visando o ganho de força muscular, diminuição a dor, aumento/manutenção da amplitude de movimento. (Utilizou-se caneleira de 2Kg no membro sadio e 1Kg no afetado na flexo-extensão de joelho e flexâo quadril) Além de exercícios sensoriais, metabólicos e alongamentos.
Quase um mês após a cirurgia, através de controle radiológico foi observado o correto alinhamento da haste e sinais de calcificação nos focos de fratura. Foi liberado apoio parcial em membro afetado (10kg).
Nesse mesmo tempo de cirurgia não há mais edema, os pontos e cicatrizes encontram-se em excelente grau de cicatrização e a equimose encontra-se quase imperceptível. Ainda há parestesia em face medial da coxa, dor a algumas amplitudes e diminuição da amplitude para flexão de joelho (130º) e abdução de quadril (presença de osssificação heterotópica – em uso de medicação para conter o avanço.)

Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG

Iniciando...

Resolvi criar este blog após a sugestão de um amigo.

Nele colocarei artigos interessantes, dicas de fisioterapia e a evoluçâo do tratamento a que estou sendo submetida por conta de um atropelamento por uma moto que resultou em fratura cominutiva da diáfise proximal do fêmur D. Além dissso, espero que seja um local de troca de experiências.



Um beijo!

Manuela