segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Não se pode perder o ritmo...


Festas de fim de ano, muita comilança e pouco exercício.
Tem-se que ficar atento nesta época para não perder o que se foi conseguido com muito esforço nos meses anteriores...
Muitas pessoas viajam, outras estão com visitas em casa e por isso não comparecem às sessões de fisioterapia ou academias... Mas não tem desculpa!! Há coisas que v0cê pode fazer em casa mesmo...
Sem desculpas!!!
Beijosss
Manuela

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL para todos!!


Um Natal de muita luz e um 2010 de sucesso e paz...

Nos vemos em 2010...

beijosss

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Sejam felizes!!!



Recomendo esse "medicamento" a todos!!
O mundo seria muito melhor se as pessoas sorrissem mais e reclamassem menos...

beijosss
Manuela

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lesões de ombro


As lesões no ombro do atleta podem ser causadas por dois mecanismos: macrotrauma, que é o trauma agudo, de alta violência, resultando em fratura, luxação, roturas tendinosas ou ligamentares; e o microtrauma, o mais comum, que está relacionado com o excesso da prática esportiva.
À medida que os tecidos são submetidos ao estresse pela prática esportiva, o organismo reage com hipertrofia tecidual, que funciona como um mecanismo de proteção contra lesões.
A dor no ombro acomete com frequência atletas que arremessam intensamente. Geralmente a origem da dor encontra-se nas estruturas ligamentares e tendinosas, podendo ter inicio nas estruturas ósseas em caso de atletas em fase de crescimento.
A articulação do ombro humano é a que possui maior amplitude de movimento. Por outro lado é uma das mais instáveis. A cabeça do úmero é cerca de quatro vezes maior do que a cavidade glenoidal e, para manutenção da congruência articular, necessita basicamente dos estabilizadores, que são divididos em:
Estáticos: Pressão hidrostática negativa, lábio glenoidal, cápsula e ligamentos.
Dinâmicos: Músculos e tendões.
Ambos os estabilizadores trabalham em equilíbrio, cujo resultado é a estabilidade da articulação.
A alteração da cinemática do ombro pode provocar estresse excessivo em ligamentos, lábio glenoidal e tendões, resultando nas lesões.
O tratamento inicial consiste num repouso relativo a fim de evitar movimentos dolorosos e analgesia. Uma vez reduzida a dor inicia-se um programa de fortalecimento e alongamento muscular específico para cada caso.
Referência: SBOT
(Alberto Naoki Miyazaki e Rogério Teixeira da Silva)
Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG-MG
manuelabelo@yahoo.com.br

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Postura



Segundo Magee, postura é uma composto das posições das diferentes articulações do corpo num dado momento. A postura correta é a posição na qual um mínimo de estresse é aplicado em cada articulação. Já de acordo com Palmer & Apler a postura correta consiste no alinhamento do corpo com eficiências fisiológica e biomecânicascmáximas, o que minimiza os estresses e as sobrecargas sofridas ao sistema de apoio peloscefeitos da gravidade.

Para que a articulação sustentadora de peso fique estável, ou em equilibrio, a linha da gravidade de sua massa precisa cair exatamente no eixo de rotação, ou precisa ter uma força para contrabalancear a força da gravidade. No corpo, a força de contrapeso é feita por músculos ou estruturas inertes. A postura ereta normalmente envolve um leve balanço ântero-posterior do corpo de cerca de 4cm.

Na postura ereta ocorre :

A linha da gravidade fica anterior ao tornozelo e a estabilidade é dada pelo flexores plantares, primariamente o sóleo.

Em relação ao joelho, a linha da gravidade também passa anteriormente e tende a mantê-lo em estensão. A estabilidade é dada pelo Ligamento cruzado anterior, cáspula posterior e tensão dos músculos posteriores do joelho ( gastrocnêmio e isquiostibiais).

No quadril, a linha da gravidade varia de acordo com o balanço do corpo. Quando desloca-se posteriormente ocorre alguma rotação posterior da pelve, mas esta é controlada pela tensão dos músculos flexores do quadril ( principalmente o ileopsoas) e passivamente pelo ligamento iliofemoral.

Normalmente, a linha da gravidade passa através dos corpos das vértebras cervicais e lombares, de modo que as curvaturas são equilibradas.


Referências:


KISNER, C.; COLBY, L.A. Exercícios Terapêuticos: fundamentos e técnicas. 3.ed. São Paulo: Manole, 1998.




Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG-MG


Atendimento domiciliar em Belo horiozonte.



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Síndrome da Imobilização


O termo Síndrome da imobilização, apesar de muito usado por geriátras e gerontólogos é pouco conhecido por médicos de outras especialidades e pela população em geral. Consiste num complexo de sinais e sintomas resultantes da supressão de todos os movimentos articulares e, por conseguinte, da incapacidade de mudança postural.

Para caracterizá-la deve-se utilizar critérios que orientem o diagnóstico da síndrome e que tenham características próprias. O critério maior seria déficit cognitivo médio a grave e múltiplas contraturas. No critério menor consideram-se os sinais de sofrimento cutâneo ou úlcera por pressão, disfagia leve a grave, dupla incontinência e afasia.

Define-se como paciente com Síndrome da Imobilidade quando um paciente apresenta as características do critério maior e pelo menos duas do critério menor.

As causas do imobilismo são as mais diversas, onde o resultado de todos esses problemas seria em última instância o equilíbrio precário, quedas, limitação da marcha, perda da independência, imobilidade no leito e finalmente suas complicações.

Muitas vezes cura-se a doença de base, mas a independência e imobilidade já estão instaladas irremediavelmente.

As consequências da imobilidade são a deterioração funcional dos diversos sistemas, além da senescência normal, chegando finalmante à Síndrome da imobilização.

Algumas dos sistemas atingidos são:

-Sistema Tegumentar: Micoses, Xerose, Laceração, dermatite amoniacal, úlcera por pressão, equimoses.

-Sistema esquelético: Alterações articulares, osteoporose.

-Sistema Muscular: Perda de força, contraturas.

-Sistema Cardiovascular: Trombose venosa profunda, embolia pulmonar, Isquemia arterial aguda dos membros inferiores.

-Sistema urinário: Incontinência urinária, Infecção do trato urinário.

-Sistema digestivo: Desnutrição, Constipação, disfagia, distúrbio neuropsiquico.

-Sistema respitarório: Pneumonia e outras doenças estruturais.

Diante de tantas alterações constata-se que a Síndrome do Imobilismo é de grande sofrimento tanto para os pacientes quanto aos familiares. Fato é que desde 1860 o repouso no leito foi reconhecido como modalidade terapêutica a fim de poupar os "humores ou energia, a partir daí passou a ser adotado de forma abusiva para muitos processos mórbidos. O conceito de "repouso necessita ser atualizado e desmistificado de tal forma que permita a mobilização precoce no pós-operatório e reabilitação geriátrica de modo a deixar o idoso no leito somente o tempo necessário e se necessário. A fisioterapia geriátrica tem papel fundamental nesse paciente e visa prevenir que o idoso fique restrito ao leito e possa fazer com que possa manter-se útil e ativo.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG


Atendimento domiciliar em Belo Horizonte
Bibliografia:
Tratado de Geriatria e Gerontologia. Freitas, E.V.; Py, L.; Neri, A. L.; Cançado, F. A. X.C.; Gorzoni, M.L. ; Doll, J. 2ª. Edição. Editora Guanabara Koogan, 2006.


terça-feira, 27 de outubro de 2009



(Texto do site da AMF - Associação Mineira de Fisioterapia)


MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA DIGNIDADE DA FISIOTERAPIA - Aos usuários do serviço de Fisioterapia
MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELA DIGNIDADE DA FISIOTERAPIA
25/11/09 - PÁTIO DA OAB - BRASÍLIA


"AOS DIGNÍSSIMOS USUÁRIOS DOS SERVIÇOS DE FISIOTERAPIA.

Está se tornando praticamente impossível a manutenção dos nossos serviços, pois a cada dia que passa os planos de saúde nos colocam em uma situação mais difícil. Apesar dos valores pagos por seus clientes aumentarem quase que mensalmente, inacreditavelmente estes mesmos planos não reajustam nossas tabelas de pagamento há mais de 10 anos, e note que neste período o salário mínimo pulou de 70 para 465 reais. Hoje lutamos para sobreviver por conta de convênios que nos remuneram com os absurdos valores de 3 a 7 reais líquidos, em um aviltamento de nossas atividades que esta nos pondo às portas da falência, bem como nos colocando no limite do que é ético e digno para com a sociedade. Com valores tão baixos a necessidade de aumentar o volume de pacientes atendidos por dia está beirando o impossível, e não existe como evitar a diminuição da qualidade do serviço prestado.

É justo o fisioterapeuta não ter honorários reajustados há tanto tempo?

É justo o fisioterapeuta trabalhar incansavelmente em prol da saúde e qualidade de vida de tantos, e não ter uma boa saúde pelo excesso de serviço, múltiplas jornadas de trabalho e uma péssima qualidade de vida?

Enquanto os cidadãos pagam religiosamente seus convênios com valores freqüentemente reajustados, os mesmos são obrigados a freqüentar clínicas super lotadas e serem acolhidos por profissionais extremamente desmotivados pelos valores que recebem, muitos deles desatualizados por não terem recursos suficientes para freqüentarem cursos de aprimoramento.

É preocupante a queda da qualidade da saúde brasileira imposta pelos planos de saúde.

Os profissionais de saúde estão com o pires nas mãos e o principal prejudicado é o paciente. Enquanto há dez anos um fisioterapeuta necessitava atender entre 3 a 4 clientes por dia, para se manter de forma digna e ter condição de por alimentos em sua mesa, hoje este mesmo trabalhador necessita atender a 20 ou mais pacientes diariamente somente para empatar as receitas com as despesas mensais.

Não obstante o caos da saúde publica brasileira, a rede privada caminha para o mesmo ponto, pois com remunerações próximas de 3 a 7 reais líquidos por atendimento é impossível que se conceba um tratamento compatível com formações que demandam anos de estudos e altos custos.

Vinte pacientes divididos por 8 horas de atendimento dão uma média de 25 minutos por paciente, sem contar que para que haja um lucro mínimo é necessário que se dobre este número, isso deixa cada atendimento com pouco mais de dez minutos. E a qualidade, como fica?

Quando o serviço que é prestado aos que podem pagar convênios se deteriora e perde a qualidade, imaginem a situação dos que dependem das políticas publicas e da boa vontade dos governos federais, estaduais e municipais. É preciso ter em mente que hoje são necessários pelo menos 10 atendimentos de convênio para que um fisioterapeuta receba o equivalente a 1 atendimento particular. Há pouco mais de dez anos eram necessários apenas 2 atendimentos de convênio para contemplar o valor de 1 particular. Enquanto uma consulta particular varia entre 30 a 100 reais, dependendo do caso, os convênios nos pagam, repetimos, de 3 a 7 reais líquidos por atendimento. Anos de formação acadêmica e de aprimoramento estão sendo remunerados por muito menos que uma visita a uma manicure.

O cuidado, a individualização e a atenção necessários a um bom atendimento, a cada dia que passa dá espaço ao atendimento coletivo e massificado. Isso compromete os resultados e nos coloca em uma situação muito difícil, pois diariamente são menos os fisioterapeutas com uma formação mais aprimorada que se submetem a estes valores, ficando este mercado para os iniciantes ou até mesmo para alunos em fase de aprendizado.

Sem falar que a maioria dos hospitais públicos e privados sequer possui fisioterapeutas contratados em seus quadros profissionais, e quando os possuem são em número insuficiente. A grande maioria destes atendimentos é feitos por alunos das diversas faculdades, ou por profissionais terceirizados, pois ao contrário da enfermagem e da medicina, NÃO EXISTEM EMPREGOS FORMAIS PARA FISIOTERAPEUTAS.

Diante deste quadro caótico, algumas soluções foram pensadas objetivando a restauração de um relacionamento justo, digno e humano entre a Fisioterapia, os serviços de saúde e a sociedade. Elas passam pela adoção imediata do Referencial Nacional de Honorários do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, pela contratação de fisioterapeutas para os serviços hospitalares públicos e privados, pela aprovação do piso salarial nacional para a nossa categoria e pela contratação de fisioterapeutas nos PSF’s.

Esta é uma luta que contempla toda a sociedade, pois almeja uma saúde digna.

É por isso que lutamos, e por este motivo pedimos a sua ajuda e atenção. Lutamos pela dignidade do ser humano enquanto paciente e necessitado de auxílio especializado. A população brasileira paga muito caro por seus impostos e planos de saúde, não é justo que recebam atendimentos comprometidos pela baixa remuneração de seus prestadores, pela absoluta falta de contratação de fisioterapeutas por parte dos serviços públicos e privados brasileiros, bem como que deixem de receber o que lhes é garantido pela constituição federal, onde diz que saúde é dever do estado e direito do cidadão.

Apesar do alarmante número de pacientes necessitados de atendimentos fisioterapêuticos, estes inexistem nas equipes do PSF e muitas equipes do NASF também não contam com este profissional. Ainda no serviço público, os centros de atendimentos fisioterapêuticos encontram-se tão lotados que a média de espera por atendimento é de meses, tempo em que os quadros clínicos dos pacientes agravam-se de forma assustadora. Quem previne disfunções ou cuida de nossos sequelados? Quem lhes garante o restabelecimento de suas funções?

Dia 25 de novembro DE 2009 estaremos em Brasília, na sede da OAB, suplicando por políticas publicas de saúde que envolva a fisioterapia porque isso é UMA NECESSIDADE DA POPULAÇÃO. Estaremos implorando à ANS a implementação da Saúde Funcional.

A fisioterapia não é um luxo como alguns pensam, é na verdade uma necessidade absoluta, e dela dependem milhares de pacientes para a prevenção de doenças, correção de deformidades e o restabelecimento de suas funções.

Dignidade em saúde se alcança com respeito. Respeito ao cidadão e ao profissional na execução e remuneração de seus atos.

Senhores cidadãos brasileiros e usuários de planos de saúde defendam seus direitos junto aos governantes e aos seus convênios, cobrem dos mesmos o que se comprometeram a dar. Fisioterapia também é dever do estado e direito do cidadão, exijam seus direitos e não aceitem pagar caro por planos que explorem a mão de obra dos profissionais de saúde. Quem se filia a planos de saúde que remuneram mal aos seus prestadores torna-se vítima destes mesmos planos.
Aliem-se a esta luta, ela á a garantia de uma saúde melhor, mais digna e mais democrática.

Comissão Nacional da MOBILIZAÇÃO PELA DIGNIDADE DA FISIOTERAPIA.
Comissões Regionais da MOBILIZAÇÃO PELA DIGNIDADE DA FISIOTERAPIA.

Comissão Nacional e Regional da Mobilização14/10/2009 "

(Texto retirado do site da Associação Mineira de Fisioterapia- AMF)




terça-feira, 13 de outubro de 2009

13 de outubro: Dia do fisioterapeuta!


Hoje, dia do fisioterapeuta, enquanto buscava na internet uma definição para FISIOTERAPIA, encontrei desde “Ciência que estuda o movimento humano”, passando por “área da saúde que se responsabiliza principalmente pela prevenção e tratamento das disfunções do movimento humano” e até a definição atual do COFITTO (É uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas). Ao meu ver é muito difícil definí-la. Trata-se de uma profissão relativamente nova e de pouco conhecimento até mesmo pelos profissionais de outras áreas da saúde. Para muitos ainda é a “ciência do estica e puxa”.
Muito me alegra o fato desse panorama estar mudando: A cada dia vejo a população, quaisquer que seja seu nível sócio-cultural, valorizar e entender a real importância do fisioterapeuta; seja cuidando domiciliarmente de um idoso, seja nos hospitais, clínicas, academias, centros esportivos, empresas, ou num espaço que vise a promoção de qualidade de vida.
Fisioterapia não é por si só luxo. Pode até ser!! Mas é um serviço de utilidade pública, um direito de todos.
A dignidade da profissão depende de nós. Não podemos culpar convênios, outros profissionais ou empresas. Se não nos é pago o valor devido pelo nosso atendimento, simplesmente não o façamos!! Não sou contra caridade. Acho até muito importante... mas não confundamos a caridade de se sair voluntariamente da sua casa para ir a uma instituição ou domicílio prestar atendimento gratuito de qualidade com atuação em locais onde não se é valorizado e onde se torna impossível oferecer tratamento adequado. Isso acaba por denegir a profissão pois a visão que os pacientes tem da fisioterapia diante do exposto é que “não funciona”.
Sejamos éticos, honestos e dignos com nós mesmos!!!


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG- MG


Atendimento domiciliar em Belo Horizonte

sábado, 10 de outubro de 2009

Síndrome do túnel do carpo


A Síndrome do túnel do carpo (STC) é a mononeuropatia do nervo mediano, que pode pode ser comprimido na região do túnel do carpo por qualquer proliferação tenossinovial, anormalidade da articulação do punho, tumor ou anomalia muscular.
A prevalência da STC varia de 51 a 125:100 000, ocorrendo mais freqüentemente no sexo feminino entre 40 e 60 anos. A compressão do nervo decorre na maioria dos casos de tenossinovite crônica flexora não específica, podendo ocorrer também em muitas outras entidades nosológicas ou lesões que ocupem espaço no túnel.
Os pacientes com STC podem ser divididos em três grandes grupos ou categorias:. Sintomatologia leve intermitente: Dor, dormência e formigamento na área de representação do nervo mediano, predominantemente noturno, acordando o paciente várias vezes; sintomas diurnos posicionais; o retorno à normalidade é alcançado rapidamente por mudança de postura ou movimentação das mãos; o exame neurológico está normal e os testes de Tinel e Phalen podem estar positivos. O exame de condução nervosa pode estar normal (anormalidade isquêmica rapidamente reversível) ou revelar lentificação incipiente da condução do nervo mediano no carpo.
Sintomatologia persistente: Déficit sensitivo e perda da habilidade manual (déficit para pinçamento); dor tipo queimação, dormência mais acentuada, sensação de edema e congestão na mão; melhora muito mais lenta mesmo com mudança de postura ou movimentação das mãos; o exame neurológico revela déficit sensitivo e motor, Tinel e Phalen positivos e eventualmente atrofia tenar; os achados clínicos não dependem do tempo de compressão e sim do grau de lesão ao nervo mediano. O exame de condução nervosa revela lentificação evidente do nervo mediano no carpo.
STC grave: Acentuada perda sensitiva, inclusive discriminação de dois pontos, com déficit funcional grave e acentuada atrofia tenar e de pele; prognóstico mais reservado mesmo após descompressão.
O tratamento, a depender do grupo em que se situa o paciente pode ser conservador ou cirúrgico. A fisioterapia enquadra-se tanto no conservador, quanto na fase pós-operatória.
A primeira atitude que deve ser tomada para o tratamento STC é a mudança comportamental e de estilo de vida. Deve ser encorajada a adequação do posto de trabalho, com alterações ergonômicas visto que trata-se de uma condição bastante comum em trabalhadores que realizam movimentos repetitivos com o punho (bancários, secretárias, telefonistas...). Além disso o paciente deve perder peso e incorporar hábitos saudáveis.
Exercícios de alongamento e fortalecimento para flexores e extensores dos dedos e punho, exercícios metabólicos, bandagens funcionais devem ser feitos sempre com orientação.
Na fase aguda pode ser incluída também a crioterapia e/ou outros recursos analgésicos.
Em alguns casos, uma órtese pode ser prescrita a qual trata-se uma tala de imobilização (splint),que extende-se do meio da palma da mão até acima do punho, mantendo-o em posição neutra.
Havendo falha no tratamento conservador incluindo a injeção de corticóide intratúnel deve-se pensar em cirurgia.



Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduada em fisioterapia geriátrica pela FCMMG-MG


Atendimento domiciliar em BH para idosos







segunda-feira, 28 de setembro de 2009

INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA MULHER


A incontinência urinária, na mulher é definida, segundo a Sociedade Internacional de Continência (“International Continence Society”), como a perda involuntária de urina pela uretra, secundária ao aumento da pressão abdominal na ausência de contração do detrusor. Na verdade, refere-se à qualquer perda involuntária de urina não podendo ser considerada normal no idoso, havendo sempre uma condição médica subjacente que deve ser identificada e corrigida independente da idade; seja por fisioterapia, medicamentos, cirurgia ou ambos. Estima-se que cerca de 57% das mulheres entre 45 a 65 anos tenham algum tipo de incontinência urinária.
A fase se armazenamento da urina se dá por um controle simpático, já a micção é controlada pelo sistema parassimpático.
No idoso, a incontinência predispõe várias situações, tais como: rash, escara, ITU(Infecção do trato urinário), sepse urinária, quedas e fraturas.
São fatores de risco: Prolapsos, ITU recorrente, constipação, diabetes, tabagismo, sobrepeso, cafeína, medicamentos.
Os dois tipos principais de incontinência urinária são a de esforço e a incontinência de urgência.
A incontinência de esforço é a perda involuntária de urina que ocorre durante os momentos como tosse, risadas, espirros, carregar peso, subir escadas, exercícios etc. Mudanças físicas resultantes da gravidez, parto, e menopausa freqüentemente causam a incontinência de esforço. Esta é a forma mais comum de incontinência nas mulheres.
A incontinência de esforço pode ocorrer quando os músculos pélvicos que suportam a bexiga e a uretra se tornam fracos ou devido a disfunções no esfíncter uretra. Traumas na área da uretra, lesões neurológicas, e alguns medicamentos podem tornar a uretra fraca, assim como inflamação e infecção urinária.
A incontinência de urgência envolve um súbito e forte desejo de urinar seguido imediatamente de uma contração involuntária da bexiga, resultando em perda de urina. Ações involuntárias dos músculos da bexiga podem ocorrer devido a danos nos nervos da bexiga, no sistema nervoso, ou nos próprios músculos\.
Outros tipos de incontinência urinária incluem a incontinência de superenchimento, incontinência transitória, perda contínua da urina e incontinência mista.
Na incontinência de superenchimento a mensagem de que a bexiga está cheia não chega ao cérebro, até que ela fique tão repleta que não seja mais capaz de suportar a urina e ocorre perda de urina em grande quantidade. A bexiga está sempre tão cheia que os vazamentos de urina são frequentes. Músculos da bexiga fracos ou uma uretra obstruída também podem causar esse tipo de incontinência.
A incontinência transitória é uma versão temporária de incontinência. Pode ser deflagrada por medicamentos, infecções do trato urinário, doença mental, restrição de mobilidade e impactação por cálculos.
As incontinências de esforço e urgência pode, ocorrer simultaneamente nas mulheres. A Combinação delas é denominada incontinência mista.
Ainda podemos citar a incontinência urinária por bexiga hiperreflexa, onde o quadro é semelhante ao da urgência, no entanto tem como característica a presença de doenças neurológicas.
O diagnóstico é feito pela história do paciente e complementado por exame e teste tais como: teste do esforço, teste do absorvente, teste do cotonete, teste de Bonney, diário miccional, estudo urodinâmico, cistometria, sumário de urina, urocultura, uretrocistoscopia, urofluxometria, perfil pressórico uretra, ultra-sonografia.
O tratamento pode ser fisioterapêutico, medicamentoso, cirúrgico, ou uma combinação entre eles. A fisioterapia têm-se mostrado como um grande recurso no tratamento da incontinência, fazendo, muitas vezes, com que a mulher não precise se submeter à cirurgia. Pode abranger:
- Exercícios pélvicos de Kegel: deve-se realizar a ponte, o relógio pélvico, elevador e exercício isométrico para interrupção e controle urinário. Estes exercícios visam desenvolver a percepção proprioceptiva, além do controle e fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (KISNER, 199-).

- Cateter de Foley: este equipamento apresenta-se em diâmetros variados e após ser inserido na vagina, orienta-se para que a paciente resista à retirada do mesmo.- Cones Vaginais: utiliza-se gradativamente cinco cones de forma e volumes iguais, mas com pesos variando entre 20 e 75 gramas, contendo um fio de nylon em seu ápice para a sua remoção.

- Estimulação Elétrica: estimula-se as estruturas neuromusculares do assoalho pélvico. A estimulação do nervo pudendo tem por objetivo fortalecer as fibras musculares do elevador do ânus e da musculatura estriada peri-uretral.

- Mio/Biofeedback(perina): utiliza-se estímulos audiovisuais, possibilitando, assim, que a paciente identifique a contração da musculatura do assoalho pélvico, sem a utilização dos músculos acessórios.- Fortalecimento da musculatura abdominal, principalmente o transverso do abdome, através de exercícios que realizem movimentos do tronco e da pelve, tais como rotação do tronco, flexão do tronco e retroversão pélvica.



Manuela Belo Franco

Fisioterapeuta Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG
CRREFITO -4/ 14781 LTF
Atendimento domiciliar em Belo Horizonte 31-85297346

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Dia Nacional de Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência


O Dia Nacional de Luta dos Direitos da Pessoa com Deficiência é “comemorado” hoje, segunda-feira (21/9), em muitas cidades brasileiras. Em algumas delas há apresentação de corais, bandas já em outras adquire um caráter de protesto ou até de comemoração, como é o caso de Maceió, onde o direito das pessoas portadoras de deficiência visual de transitar em locais públicos ou particulares coletivos com o auxílio de cães-guia foi regulamentado.
São milhares de brasileiros que têm algum tipo de deficiência física ou mental. Trata-se de um universo significativo, que chega a compreender 15% da população em algumas áreas do Brasil.
Embora as grandes cidades já estejam se adaptando para garantir a acessibilidade das pessoas com algum tipo de deficiência, ainda há muito que fazer. Se para aqueles considerados normais já é difícil andar nas ruas e claçadas, imagine para aqueles que possuem algum tipo de necessidade especial.É muito comum se deparar com cadeirantes sendo carregados no colo por parentes ou estranhos para entrar nos ônibus o que gera para eles uma situação de incapacidade muito maior do que a deficiência que verdadeiramente possuem.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG - MG



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vai encarar??


Não estou ganhando um real sequer mas recomendo o livro da Cláudia Matarazzo. Esta semana ela deu uma entrevista belíssima no "Sem Censura" (TV Brasil)
Muito bom!! Vale a pena comprar!
Abre os olhos da sociedade em geral que de certa forma ignora a necessidade de tornar acessível todo e qualquer lugar para qualquer pessoa,; além de ressaltar que não é porque alguém tem um tipo de necessidade especial que não vai namorar, sorrir, casar, brigar, ser chato...

Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia Geriátrica pela FCMMG-MG
manuelabelo@yahoo.com.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SÍNDROME DO PIRIFORME


A síndrome do piriforme é uma síndrome neuromuscular que envolve a irritação, encarceramento ou compressão do nervo ciático (raízes L4, L5, S1,S2,S3) pelo músculo piriforme, o qual encontra-se em espasmo ou tensão. A dor pode ocorrer devido ao déficit do aporte sangüíneo local e do espasmo ou tensão muscular mantida em determinada postura. O desconforto, caracterizado por formigamento, agulhadas, choques, queimação ou pontadas localiza-se normalmente na face postero-lateral na coxa, podendo, algumas vezes ir até o pé, já que o nervo ciático se divide em tibial que atravessa a panturrilha e vai até a sola do pé ou na parte lateral do joelho provocado pelo nervo fibular comum. O incômodo é mais freqüente após longos períodos sentados, após interrupções nas caminhadas e à noite.
O piriforme é um músculo pequeno e profundo, em formato de pêra, origina-se na face anterior do sacro, insere-se no trocânter maior do fêmur tem como função a rotação externa da coxa. O nervo ciático passa debaixo deste músculo, mas em algumas pessoas (10%) ele passa através dele, o que aumenta a predisposição para a síndrome.
Um desequilíbrio muscular entre os rotadores internos e externos do quadril contribui para encurtar o piriforme, além de desequilíbrios da pelve, traumas diretos ou indiretos, distúrbios na biomecânica dos membros inferiores e coluna, incluindo distúrbios na marcha, vícios e alterações posturais também podem causar a síndrome.

Alguns especialistas chamam a síndrome do piriforme de "Síndrome do bumbum sarado", pois pode ocorrer também nas pessoas que exrcitam demasiadamente os glúteos.
O diagnóstico é controverso desde a sua descrição inicial, em 1928, sendo eminentemente clínico; feito pela anamnese e exame físico detalhado. O “teste do piriforme” é de grande valor diagnóstico e consiste me resistir à rotação lateral do quadril. É positivo quando o paciente refere dor. Podem também ser solicitados, dependendo do caso, exames complementares como ressonância magnética, ultrassonografia, radiografia e eletroneuromiografia.

São diagnósticos diferenciais: bursite, lombalgia, tendinite dos flexores da coxa e ciatalgia.

O tratamento consiste em analgesia (Recursos físicos e farmacológicos), alongamento do piriforme e fortalecimento da musculatura do quadril a fim de se obter equilíbrio muscular. Não adianta somente utilizar recursos físicos para a analgesia sem promover mudanças posturais, de hábitos e fortalecimento e alongamento muscular.


Alongamento piriforme:




Massagem tissular profunda - piriforme:






Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG- MG



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sábado, 5 de setembro de 2009


Ontem eu e meu marido resolvemos comer um sushi. Optamos por um restaurante que já havíamos ido outras vezes e, assim de desço do carro me deparo com um obstáculo: 3 degraus!!!! Como eu não me lembrei??!!
Com dificuldade subi. E ao observar a área de não-fumantes lá estavam outros 3 degraus. Com auxílio também subi.
Mas e se eu tivesse com uma cadeira de rodas?? Teria que ir no colo?? Um cadeirante não pode ter o direito de comer onde quer sem ter que precisar de outras pessoas??
Isso sem falar que o cadeirante tem banido o direito de ir e vir é diante das calçadas de nosso País.
Na verdade, ninguém atenta para esse tipo de barreira. Só passamos a valorizar certas situações quando as mesmas acontecem conosco. Estou temporariamente usando muletas e isso em tão pouco tempo já mudou completamente a minha vida e meu modo de ver o mundo. E olhem que não sou nenhuma alienada!
Sou fisioterapeuta, tenho amigos que necessitam de cadeira de rodas e após uma palestra muito linda a que assisti há uns 4 anos sobre acessibilidade (o palestrante: um menino cadeirante, portador de paralisia cerebral e com uma lição a dar) passei a ser mais atenta a esse tema.


Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com necessidades especiais participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população.

DECRETO No- 5.296, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2004 Regulamenta as Leis nos 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.

Manuela Belo Franco Bárbara

Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG - MG



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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SÍNDROME DOLOROSA REGIONAL COMPLEXA: Um "quebra-cabeça"



Anteriormente conhecida como Distrofia simpático reflexa, Causalgia, Síndrome ombro-mão, Algodistrofia, atrofia de Sudeck, entre outros, a Síndrome dolorosa regional complexa (SDRC) é hoje definida pela Associação Internacional para o estudo da dor (AIED) como uma condição dolorosa regional associada à alterações sensoriais decorrentes de um evento nóxico. Nesta, a dor é o sintoma principal, podendo estar associado à coloração anormal da pele, mudanças de temperatura do membro, atividade sudomotora anormal ou edema. Pode haver também distúrbios motores tais como tremores, distonias ou fraquez muscular.

De acordo com o consenso da AIED em 1993, foram definidos dois tipos de SDCR: A do tipo I e a do tipo II. A última sendo uma lesão nervosa real em que a dor não se limita ao território e inervação do nervo lesado.

A SDCR tipo I refere-se à antiga "distrofia simpático reflexa", já a do tipo II refere-se à "causaulgia".

Alguns estudos já propoem a do tipo II como sendo causadas por outras afecções que causam dor crônica no membro superior.


São critérios diagnósticos:

- A presença de lesão inicial pode ser desconsiderada

- Sinais e sintomas devem ser divididos em grupos distintos

- Presença de pelo menos dois dos seguintes sintomas: hiperestesia(sensorial), alteração de temperatura, alteração de coloraçao (vasomotor), edema, sudorese (sudomotor/balanço hídrico), alterações motoras.

Apesar da definição desses critérios, algumas doenças, como a neuropatia diabética, preenche corretamente os critérios e podem ser erroneamente tratadas.

A epidemiologia da Síndrome não está bem definida. O estudo realizado por Veldman e col mostra que a idade média é 41 anos, com predomínio de mulheres e cerca de 65% são decorrentes de fraturas, principalmente de rádio distal.

A fisiopatologia ainda é nebulosa. Há autores que afirmam haver um processo inflamatório desproporcional, desencadeado após lesão tecidual.

O diagnóstico é eminente clínico, no entando podem ser solicitados exames complementares que auxiliam na confirmação ou exclusão, tais como RX, exames laboratoriais, termografia, pletismografia além de provas terapêuticas.

O tratamento é difícil. Deve ser introduzido logo no início para que haja resposta e o objetivo primário é o aívio da dor.

A fisioterapia pode atuar no alívio da dor com o TENS ( eletroestimulação transcutânea), dessensibilização e movimentação branda precoce. Pode ter feita a hidroterapia, massagens, calor, terapapias para controle do edema...

Na terapêutica farmacolócica há muitas opções. O bloqueio simpático é o mais utilizado.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG - MG




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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Dispositivos auxiliares da marcha



As pessoas que tem dificuldade na marcha ou que por algum motivo não podem descarregar completamente o peso em um dos membros contam hoje com inúmeros dispositivos auxiliares da marcha. Os mais comuns são as muletas, bengalas e andadores.
Andadores são usados para melhorar o equilíbrio e para o alívio da sustentação do peso, completa ou parcialmente, sobre um membro inferior. Dentre as três categorias de dispositivos auxiliares deambulatórios, os andadores asseguram a maior estabilidade. Eles propiciam uma ampla base de sustentação, melhoram a estabilidade anterior e lateral, e permitem que os membros superiores transfiram o peso corporal para o solo. Uma das principais desvantagens é a necessidade de ambientes amplos para a sua utilização.
Já a função da bengala é ampliar a base de sustentação e melhorar o equilíbrio. Bengalas não são projetadas para o uso em marchas em que há restrições de sustentação do peso. Os pacientes são tipicamente instruídos para segurar a bengala com a mão oposta ao membro afetado. Este posicionamento da bengala se aproxima mais intimamente ao padrão recíproco da marcha normal, com o braço e pernas opostos movimentando-se simultaneamente. Ele também amplia a base de sustentação, com menor desvio lateral do centro de gravidade do que quando a bengala está segura ipsolateralmente Basmajian (1987), Sulivan (1993).
O posicionamento contralateral da bengala é particularmente importante na redução das forças criadas pelos músculos abdutores atuantes nos quadris. Durante a marcha normal, os abdutores do quadril pertinentes ao membro na fase de apoio do ciclo da marcha se contraem, para contrabalançar o movimento gravitacional ao nível da pélvis no lado contralateral, por ocasião da fase de balanço do ciclo. Isto impede a inclinação da pélvis no lado contralateral, mas resulta em numa força compressiva que atua sobre o quadril em fase de apoio Basmajian (1987), Sulivan (1993).
Conforme Basmajian (1987), Sulivan (1993) as muletas são usadas com maior freqüência no aumento do equilíbrio e para o alívio completo ou parcial da sustentação do peso sobre o membro inferior. Elas são tipicamente usadas bilateralmente e funcionam para aumentar a base de sustentação, para melhorar a estabilidade lateral, e para permitir que os membros superiores transfiram o peso corporal para o solo. Esta transferência de peso através dos membros superiores permite uma deambulação funcional, enquanto é mantido um estado de sustentação restrita do peso.
Em relação aos três dispositivos citados há uma diversidade de materiais e preços, tornando-se, portanto, uma escolha individualizada. Cada paciente deve ser analisado com o objetivo de proporcionar a maior independência funcional possível e o menor risco de quedas.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG- MG



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http://movimento.incubadora.fapesp.br/portal/referencias/Fukuda/mecanoterapia/8.%20Dispositivos%20auxiliares.pdf

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

PREVENÇÃO DO TROMBOEMBOLISMO VENOSO NO PACIENTE GERIÁTRICO



O tromboembolismo venoso, incluindo a trombose de veias profundas e a embolia pulmonar é a terceira causa de morte por problemas cardiovasculares após Um acidente vascular cerebral (AVC) ou infarto agudo do miocárdio.

O número de incidentes dessa matureza envolvendo idosos é de 10 a 20 vezes maior quando comparados aos jovens. Isso ocorre pois com o aumento da idade, ocorrem condições crônicas que aumentam essa prevalência além do maior número de hospitalizações por doenças agudas.

Os principais fatores que precipitam a trombose venosa constituem a chamada Tríade de Vircow que se trata de uma teoria elaborada pelo patologista alemão Rudolf Virchow (1821-1902). A tríade é composta por três categorias de fatores que contribuem para a trombose venosa: lesão ao endotélio vascular, alterações no fluxo sanguíneo e alterações na constituição do sangue (hipercoagulabilidade).

A profilaxia medicamentosa é sem dúvida a principal forma de lidar com esse grande vilão, no entando existe também a preveção mecânica a qual é realizada principalmente com exercícios para tornozelo e panturrilha. Os mesmos devem ser encorajados sempre que o paciente necessite ficar no leito.
Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapauta Pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG-MG
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA



A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) no idoso constitui hoje um problema de saúde pública quer pelo aumento de população com idade avançada, quer pela prevalência aumentada desta patologia neste grupo de doentes.

Quase 5% da população com mais de 55 anos é acometida pela doença arterial obstrutiva periférica, enfermidade que diminui a circulação do sangue para os membros inferiores provocando dor na panturrilha e, em situações mais graves, até amputação. A doença ocorre principalmente entre os homens - proporção de quatro casos entre homens para um entre mulheres - e tem como fator principal a arterosclerose.

A apresentação da doença pode variar desde a forma assintomática muitas vezes camuflada pela patologia do foro ortopédico que condiciona dificuldade na mobilização destes doentes, a claudicação intermitente que deve ser diagnosticada precocemente e a isquemia crítica. (Roncon Albuquerque R.)

A claudicação intermitente, ou seja, dor em queimação ou em câimbra na panturrilha ou nádegas após atividade física, constitui a manifestação clínica mais comum de DAOP.

A estratégia diagnóstica, entretanto, deve também incluir exame físico minucioso, com investigação de sinais clínicos sugestivos, tais como, ausência de pulsos periféricos, frêmitos arteriais e alterações de pele no membro afetado, bem como a confirmação da gravidade da obstrução vascular, determinada pela medida do índice tornozelo-braço (ITB) - que expressa a relação entre a pressão arterial sistólica (PAS) na artéria tibial posterior ou pediosa comparado à pressão sistólica na artéria braquial. Em indivíduos normais a PAS do tornozelo é maior ou igual a PAS braquial, portanto uma relação inferior a 1,0 signifiva doença vascular obstrutiva periférica.

Dada a coexistência freqüente de processos ateroscleróticos em distintos territórios vasculares, estudos anteriores demonstraram que o ITB apresenta uma forte correlação com a presença e a gravidade da aterosclerose nas artérias carótidas e coronárias.

A conduta terapêutica dependerá dos achados clínicos e laboratoriais apresentados no paciente. Porém, orientação nutricional e programação de exercícos físicos são primordiais no tratamento, apesar da difícil aceitação por parte dos pacientes.

No tocante à segurança dos exercícios resistidos para indivíduos idosos e/ou ortadores de patologias, Graves & Franklin afirmam que esse método, quando bem orientado, conbstitui uma estratégia segura tanto para o sistema cardio-vascular quando para o sistema esquelético, visto que promovem aumento da frequênia cardíaca, pressão sistólica e diastólica. Esse aumento tem sido considerado como fator de proteção cardiovascular pois favorece o fluxo coronariano , aumentando o suprimento de oxigênio no miocárdio e reduzindo o risco de incidentes isquêmicos e arrítmicos.

De fato o fator protetor dos exercícios resistidos tem sido alplamente demonstrado na literatura .

Os exercícios devem ser realizados por pelo menos duas vezes na semana, com variação de uma a três séries (a depender da aptidão do idoso), com pesos livres ou não e com contrações idométricas ou isotônicas. Quanto ao número de repetições não há consenso, o que se sabe é que quanto maior o número de repetições, amior a elevação da frequência cardíaca. Recomenda-se de 8 a 15.

A intensidade deve ser de moderada alta, desde que não haja apnéia de esforço e aumento do componente isométrico do movimento. O intervalo deve ser de 1 2 minutos.



Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geríatrica pela FCMMG - MG



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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Instabilidade postural e quedas em idosos


A instabilidade postural com a ocorrência de quedas é um desafio para os profissionais de saúde que lidam com os idosos. Além da elevada morbidade há aumento expressivo da mortalidade em idosos com quedas freqüentes ("idosos caidores").

Vários fatores, intrínsecos e extrínsecos contribuem para a ocorrência das quedas, e prevení-la significa extinguir ou minimizá-los.

Algumas vezes, apenas um ajuste ambiental ou medicamentoso é suficiente para dar uma maior segurança ao idoso e reduzir o risco de quedas no entanto, na maioria das vezes são necessárias mudanças em diversos aspectos da vida do idoso.

Para o idoso, cair signinifica a perda da autonomia e a decadência da percepção e fracasso do corpo potencializando sentimentos como vulnerabilidade, ameaça, humilhação e culpa.


Avaliar o risco de quedas em idosos e tratar suas possíveis repercussões requer atenção multifatoral e multiprofissional.


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em Fisioterapia geriátrica pela FCMMG



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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Envelhecimento ativo


Envelhecimento ativo é um novo conceito introduzido pela WHO ( World Health Organization) o qual define-se como um processo de otimização das oportunidades, participação e seguridade com vistas a promover qualidade de vida durante o preocesso do envelhecimento.
Para tal, há evidências de diversos determinantes: transversais, de espaço físico, comportamentais, sociais, entre outros
Trata-se de uma nova visão estratégica na qual não só o idoso é inserido, mas toda a sociedade e tem como objetivo promover qualidade de vida ao envelhecimento. O termo "ativo" refere-se à continuidade de participação da vida social, cultural, espiritual, não apesas sendo fisicamente ativo.
Para que dar as ferramentas para que o idoso seja saudável e independente se a família e sociedade em geral não se encontra apta para receber este "novo" idoso?
Como tratar o idoso?
A sociedade atual está preparada para o envelhecimento ativo?
Quem tem ou terá direito ao envelhecimento ativo?
Como poderemos promover o envelhecimento ativo?
Qual o papel do fisioterapeuta nesse contexto??
Essas perguntas urgem por respostas à medida que as projeções indicam que a expectativa de vida segue crescendo no mundo. A longevidade é uma conquista nossa, que aconteceu, principalmente devido aos avanços na saúde e à geração de tecnologias.
Manuela Belo Franco Bárbara
Pós-Graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG
Para saber mais:
http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?tool=pubmed&pubmedid=17263895%20%5BPUBMED-IDS%5D

http://www.thenapa2.org/events/Active_Aging_WHO.pdf

sábado, 1 de agosto de 2009

SEXO NA TERCEIRA IDADE



"A vida sexual transforma-se constantemente ao longo de toda a evolução individual, porém só desaparece com a morte." Mira y López

Para muitos ainda soa estranho quando se fala em sexo na terceira idade. E o que se falar quando o assunto é AIDS/SIDA(Síndrome da Imunodeficiência adquirida) entre idosos??

Essa é uma questão que merece a atenção e o cuidado de todos, inclusive dos profissionais de saúde que tendem a subvalorizar a possibilidade de um idoso ser soropositivo, tratando-os como seres sem vida sexual ativa e minimizando sintomas típicos da referida síndrome!!

Manuela Belo Franco Bárbara

Pós graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG

manuelabelo@yahoo.com.br

quinta-feira, 30 de julho de 2009


O aumento da expectativa de vida traz consigo um grande desafio para a sociedade como um todo, visto que são necessárias adaptações a fim de promover uma vida mais saudável e independente ao idoso.

Algo que me intriga é a maneira com que muitos idosos são tratados, inclusive pelos fisioterapeutas: ´" Olá vozinha" " Não vou fazer isso porque ele é idoso" "Isso é coisa da idade". Frases como essas me aborrecem profundamente.

Limitações?? Quem não as tem?? Devemos ajudar ou adaptar um exercício ou técnica não simplesmente baseado na idade do paciente.

Devemos auxiliar o idoso no que ele não consegue realizar sozinho e deixá-lo realizar o que consegue.

Certa vez ao questionar a família se o idoso realizava as refeições sozinho fui informada que ele não conseguia. Posteriormente descobri que o idoso conseguia sim fazê-la. O que ocorria é que devido à lentidão, a família prefeiria que a cuidadora desse os alimentos de colher ao idoso. Observe a frustação desse paciente, a sensação de invalidez e dependencia. Isso é saudável??


Fica aqui minha opinião!!


beijos


Manuela Belo Franco Bárbara

Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG



sexta-feira, 24 de julho de 2009

FRATURAS COMINUTIVAS DA DIÁFISE PROXIMAL DO FÊMUR



As fraturas cominutivas da diáfise femoral em pacientes jovens constituem um grande problema observado na maioria dos serviços de saúde nos últimos anos, provavelmente conseqüência dos avanços tecnológicos nos meios de transporte e aumento das vítimas por arma de fogo.Quando falamos nesse tipo de fratura em idosos observa-se, além ata taxa de mortalidade, a necessidade de cuidados médicos intensivos e reabilitação funcional por longos períodos. Para o ano de 2050, a Organização Mundial de Saúde prevê uma incidência anual de 6,26 milhões de fraturas. O

tratamento de escolha para a maioria das fraturas é o cirúrgico, excetuando-se os casos onde o paciente apresenta co-morbidades que contra-indiquem a cirurgia, tornando-se mandatório o tratamento conservador. Este último também é indicado em algumas fraturas incompletas ou sem desvio. O objetivo do tratamento é prevenir a progressão da incapacidade funcional e restaurar a função do membro semelhante ao momento pré-fratura.


Meu caso: Paciente 27 anos, vítima de atropelamento por moto, sendo socorrida pelo SAMU (onde o médico da equipe alinhou o membro) e transferida para unidade hospitalar. Após realizado o protocolo para pacientes politraumatizados o MID foi colocado em tração esquelética (4kg) e foram realizados exames pré-operatórios.No dia seguinte foi realizada a cirurgia por especialista em quadril onde foi introduzida haste intramedular bloqueada (interlocking nail) e 3 parafusos. Durante a cirurgia houve diminuição brusca da hemoglobina, sendo necessária hemotransfusão; o que ocorreu também quatro dias depois. A alta hospitalar ocorreu uma semana após a entrada no hospital. A fisioterapia foi realizada desde a fase hospitalar, com o objetivo de evitar as complicações tromboembólicas e pulmonares, manter amplitude de movimento e prevenir deformidades e posturas viciosas. (No dia seguinte foi realizada a deambulação com andador/muletas axilares sem descarga de peso do MID, porém com apoio proprioceptivo). Após a alta hospitalar foram ainda introduzidos exercícios visando o ganho de força muscular, diminuição a dor, aumento/manutenção da amplitude de movimento. (Utilizou-se caneleira de 2Kg no membro sadio e 1Kg no afetado na flexo-extensão de joelho e flexâo quadril) Além de exercícios sensoriais, metabólicos e alongamentos. Quase um mês após a cirurgia, através de controle radiológico foi observado o correto alinhamento da haste e sinais de calcificação nos focos de fratura. Foi liberado apoio parcial em membro afetado (10kg). Nesse mesmo tempo de cirurgia não há mais edema, os pontos e cicatrizes encontram-se em excelente grau de cicatrização e a equimose encontra-se quase imperceptível. Ainda há parestesia em face medial da coxa, dor a algumas amplitudes e diminuição da amplitude para flexão de joelho (130º) e abdução de quadril (presença de osssificação heterotópica – em uso de medicação para conter o avanço.)

OBS: Mandar dúvidas por email pois estou com problemas em receber os comentários no blog.
Manuela Belo Franco Bárbara

FAVOR DEIXAR EMAIL PARA QUE AS PERGUNTAS SEJAM RESPONDIDAS. NO MOMENTO O BLOG ESTÁ COM PROBLEMAS PARA VISUALIZAR OS COMENTÁRIOS.
Fisioterapeuta pós-graduada em fisioterapia geriátrica pela FCMMG
Instrutora de pilates

Atendimento em Maceió- AL
Clínica Carlos Franco (82-33241350) e em domicílio (82-93146422)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

FRATURA COMINUTIVA DE DIÁFISE PROXIMAL DO FÊMUR

As fraturas cominutivas da diáfise femoral em pacientes jovens constituem um grande problema observado na maioria dos serviços de saúde nos últimos anos, provavelmente conseqüência dos avanços tecnológicos nos meios de transporte e aumento das vítimas por arma de fogo.
Quando falamos nesse tipo de fratura em idosos observa-se, além ata taxa de mortalidade, a necessidade de cuidados médicos intensivos e reabilitação funcional por longos períodos. Para o ano de 2050, a Organização Mundial de Saúde prevê uma incidência anual de 6,26 milhões de fraturas.
O tratamento de escolha para a maioria das fraturas é o cirúrgico, excetuando-se os casos onde o paciente apresenta co-morbidades que contra-indiquem a cirurgia, tornando-se mandatório o tratamento conservador. Este último também é indicado em algumas fraturas incompletas ou sem desvio. O objetivo do tratamento é prevenir a progressão da incapacidade funcional e restaurar a função do membro semelhante ao momento pré-fratura.


Meu caso: Paciente 27 anos, vítima de atropelamento por moto, sendo socorrida pelo SAMU (onde o médico da equipe alinhou o membro) e transferida para unidade hospitalar. Após realizado o protocolo para pacientes politraumatizados o MID foi colocado em tração esquelética (4kg) e foram realizados exames pré-operatórios.
No dia seguinte foi realizada a cirurgia por especialista em quadril onde foi introduzida haste intramedular bloqueada (interlocking nail) e 3 parafusos.
Durante a cirurgia houve diminuição brusca da hemoglobina, sendo necessária hemotransfusão. O que ocorreu também quatro dias depois.
A alta hospitalar ocorreu uma semana após a entrada no hospital.
A fisioterapia foi realizada desde a fase hospitalar, com o objetivo de evitar as complicações tromboembólicas e pulmonares, manter amplitude de movimento e prevenir deformidades e posturas viciosas. (No dia seguinte foi realizada a deambulação com andador/muletas axilares sem descarga de peso do MID, porém com apoio proprioceptivo.)
Após a alta hospitalar foram ainda introduzidos exercícios visando o ganho de força muscular, diminuição a dor, aumento/manutenção da amplitude de movimento. (Utilizou-se caneleira de 2Kg no membro sadio e 1Kg no afetado na flexo-extensão de joelho e flexâo quadril) Além de exercícios sensoriais, metabólicos e alongamentos.
Quase um mês após a cirurgia, através de controle radiológico foi observado o correto alinhamento da haste e sinais de calcificação nos focos de fratura. Foi liberado apoio parcial em membro afetado (10kg).
Nesse mesmo tempo de cirurgia não há mais edema, os pontos e cicatrizes encontram-se em excelente grau de cicatrização e a equimose encontra-se quase imperceptível. Ainda há parestesia em face medial da coxa, dor a algumas amplitudes e diminuição da amplitude para flexão de joelho (130º) e abdução de quadril (presença de osssificação heterotópica – em uso de medicação para conter o avanço.)

Manuela Belo Franco Bárbara
Fisioterapeuta pós-graduanda em fisioterapia geriátrica pela FCMMG

Iniciando...

Resolvi criar este blog após a sugestão de um amigo.

Nele colocarei artigos interessantes, dicas de fisioterapia e a evoluçâo do tratamento a que estou sendo submetida por conta de um atropelamento por uma moto que resultou em fratura cominutiva da diáfise proximal do fêmur D. Além dissso, espero que seja um local de troca de experiências.



Um beijo!

Manuela